ESPECIAL DIA DO ÁRBITRO ESPORTIVO - Com renovação e aprimoramento constante, arbitragem brasileira mantém tradição internacional
Quadro nacional teve novos árbitros promovidos à categorias internacionais e representante no Mundial de Tóquio, evento mais importante do ano
No Brasil, o dia 11 de setembro é marcado como o Dia do Árbitro Esportivo. Paixão, seriedade, atenção, convicção. Esses são alguns dos ingredientes que compõem um bom árbitro de judô para que o mesmo consiga alcançar grandes conquistas durante sua carreira. A primeira delas para muitos é alcançar a categoria de árbitro internacional FIJ A e, a partir de então, atuar em grandes competições intercontinentais chegando a um Campeonato Mundial e, finalmente, aos Jogos Olímpicos. Caminho que exige dedicação e treinamentos diários, preparo constante e muita determinação.
Diversos árbitros brasileiros, como os senseis Emmanoel Andrade Matar “Maranhão”, José Pereira Silva e, mais recentemente, Edison Minakawa e Jeferson Vieira, trilharam esse caminho e chegaram aos megaeventos mundiais, olímpicos e paralímpicos.
Confirmando a tradição brasileira de formar bons árbitros de nível mundial, em agosto deste ano, o país foi representado no quadro de arbitragem do Campeonato Mundial de Tóquio, evento mais importante do ano para o judo, pelo FIJ A André Mariano dos Santos.
"Foi uma experiência sensacional. Tive uma atuação muito regular em 2018, no meu primeiro Mundial Sênior, em Baku, no Azerbaijão, e consegui manter essa consistência de atuações boas agora, em Tóquio. A caminhada está sendo percorrida. Tem muita coisa pela frente ainda para ser conquistada e tenho certeza que estou no caminho certo”, disse André, que, logo no retorno do Mundial, arbitrou também o Campeonato Brasileiro Sub-21, realizado nos dias 7 e 8 de setembro, em Lauro de Freitas, na Bahia.
Para ele, retornar ao seu país após um Mundial e voltar ao tatami para arbitrar os combates das jovens promessas brasileiras é uma ótima oportunidade de compartilhar com seus colegas de arbitragem e atletas a experiencia adquirida internacionalmente nas maiores competições da modalidade.
"É muito legal vir participar do Brasileiro sub-21, uma competição sensacional e muito importante no circuito brasileiro. O nosso país é um grande celeiro de bons talentos, não somente os judocas, mas também árbitros. Aqui é um grande laboratório, onde a gente aprende sempre com os nossos colegas e também pode passar um pouco da experiência que adquire em competições internacionais, que tem como cereja do bolo a Olimpíada que está chegando para fechar um belo ciclo", afirmou.
Representante da nova geração de árbitros brasileiros, o FIJ A do Distrito Federal acredita que a preparação e a renovação da classe estão bem encaminhadas, com novos talentos surgindo. Nesse final de semana, por exemplo, os árbitros brasileiros Robson Kioshi e Marcelo Colonna foram promovidos e entraram nos seletos grupos dos FIJ B e FIJ A, respectivamente.
"Dentro do tatame o trabalho é o mesmo e a arbitragem brasileira é muito forte, não deixa a desejar para nenhum outro país. Estamos no caminho certo e acredito que temos muito a acrescentar para o judô. Com o apoio que a CBJ nos fornece, junto com o presidente Silvio Acácio, as federações e a comissão de arbitragem, com o sensei Edison Minakawa, os árbitros irão se desenvolver com mais qualidade e se destacarão nas competições”, projetou André Mariano.
A CBJ, neste dia 11 de setembro, Dia do Árbitro Esportivo, parabeniza os árbitros e árbitras que desempenham suas funções com comprometimento e dedicação, fazendo cumprir as regras, o respeito e o espírito esportivo no shiai jo.