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30/07/21 06:53

TÓQUIO 2020 - Pesados brasileiros terminam em sétimo lugar nos Jogos Olímpicos

Rafael Silva parou em Teddy Riner, na repescagem, enquanto Maria Suelen Altheman sofreu lesão do ligamento patelar no joelho nas quartas-de-final e não teve condições de lutar a repescagem

Tóquio, 30 de julho - Os pesos pesados brasileiros Rafael Silva “Baby” (+100kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg) ficaram em sétimo lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Depois de estrearem com vitórias nas oitavas-de-final, ambos caíram nas quartas. Baby parou no Georgiano Guram Tushishvili, nas punições, enquanto Suelen sentiu o joelho ao tentar defender um golpe da France Romane Dicko.  

Com muitas dores, a brasileira não conseguiu seguir na luta e foi removida de maca do tatame após receber atendimento do médico da seleção, Dr Guilherme Garofo. Ainda no ginásio, Suelen foi avaliada e encaminhada para a Policlínica da Vila Olímpica, onde os exames de imagem confirmaram uma lesão do ligamento patelar do joelho esquerdo. Com isso, a brasileira não poderá disputar a competição por equipes mistas, que acontecerá neste sábado, 31.  

“A lesão aconteceu antes da queda. Houve uma disputa de força entre as duas. Esse tipo de lesão acontece com o movimento excêntrico, onde o atleta faz a força para esticar a perna enquanto ele está sofrendo uma outra força, no caso, da adversária, de dobrar o joelho. Não é uma lesão tão comum no judô. E não é a mesma que ela já teve, que foi de ligamento cruzado e de colateral. Essa é uma lesão diferente.  Se for uma lesão cirúrgica é de quatro a seis meses de recuperação, muito parecido com lesão de ligamento cruzado. Ela estava, no momento, com bastante dor no joelho, incapaz de caminhar, então saiu na maca. A gente medicou, fez gelo, ela estava com controle bom de dor, se sentindo já mais confortável, conseguiu dobrar o joelho até 90 graus e foi para a policlínica realizar os exames de imagens”, explicou o Dr. Garofo.  

Sem condições de luta, Suelen não se apresentou no tatame para a repescagem e, com isso, finalizou sua terceira participação olímpica em sétimo lugar 

Rafael Silva para em Riner e foca em disputa por equipes, neste sábado

Na chave masculina, Rafael Silva estreou com vitória por ippon sobre Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, e pegou Guram Tushishvili, da Geórgia, nas quartas. Em luta amarrada, o adversário conseguiu impor mais ataques e, mesmo que sem efetividade, forçou três punições ao brasileiro.  

"Competição difícil. Eu sabia pelo quadrante que eu teria dificuldade com o georgiano, um histórico complicado contra ele. Senti bastante a questão de volume de pegada, ele se desvencilhando o tempo todo e eu não tive a oportunidade de botar muitos golpes”, detalhou Baby. 

Para buscar sua terceira medalha olímpica, Rafael Silva precisaria passar pelo bicampeão olímpico Teddy Riner, da França, na repescagem. A lenda do judô, decacampeão mundial, foi derrotado nas quartas-de-final pelo russo Tamerlan Bashaev, por um waza-ari.  

Baby tentou impor sua estratégia na luta, mas Riner conseguiu projetar o brasileiro e finalizou o combate com uma chave de braço, avançando à disputa pelo bronze. Rafael encerrou, assim, sua terceira participação olímpica com um sétimo lugar. Ele já tinha dois bronzes dos Jogos de Londres 2012 e do Rio 2016.  

“A gente traçou com a Yuko (Fujii) e o Jun (Shinohara) de ir com a pegada cruzada. O Riner tem uma (pegada na) manga muito forte. Então, era evitar dele pegar na manga e, infelizmente, quando ele conseguiu pegar, fez o golpe, o mesmo que tinha usado em outras lutas, e era uma situação difícil de reverter”, lamentou o judoca brasileiro que ainda terá mais uma chance de medalha com a equipe, no sábado, 31. “Dei meu máximo durante todo esse ciclo olímpico, uma vida toda dedicada ao judô, uma carreira construída no esporte, feliz por estar aqui. Mas não tem muito tempo para ficar remoendo o individual. Preciso me recuperar para dar o meu melhor na competição por equipe amanhã.” 

As disputas por equipes, prova inédita em Jogos Olímpicos, serão no mesmo horário das individuais, às 23h e às 5h. O Brasil, como cabeça de chave, sai de bye na primeira rodada e aguarda o vencedor do duelo entre Uzbequistão e Holanda. A escalação da equipe para o primeiro confronto será anunciada meia hora antes dos combates. 





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