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21/05/2014 10:14:51
Seleção Brasileira - Base

Treinadores de 26 Estados conhecem o trabalho da comissão técnica

Treinadores de 26 Estados conhecem o trabalho da comissão técnica

Dando continuidade ao trabalho de mostrar aos técnicos de todo o Brasil o trabalho que é desenvolvido pela comissão técnica das equipes de base, nesta terça-feira, 20 de maio, os profissionais das áreas de psicologia, médica e fisioterapia ministraram palestras para os técnicos das 26 Federações que participaram do Campeonato Brasileiro Sub 21 e estão no Treinamento de Campo em Campo Grande. Anteriormente, a preparação física e a nutrição já haviam conversado com os professores.

A primeira apresentação do dia foi feita pela psicóloga Mariana Corrêa, que compõe a área ao lado de Adriana Justino. Treinabilidade, liberdade de preocupação, concentração, confiança, estabelecimento de metas, desempenho sob pressão e lidar com adversidade são algumas das habilidades essenciais no esporte. Esses pontos são avaliados por elas para dar um parâmetro de por onde começar o chamado treinamento psicológico. 

“Ter um controle emocional pode ser decisivo. O nosso objetivo não é que os atletas não tenham emoções, não sintam, isso faz parte. Nosso objetivo é fazer com o que atleta entenda seus sentimento e os controle de maneira positiva”, disse Mariana. 

“A psicologia foi a primeira área que entrou na equipe de base depois da fisioterapia. Não entendia muito bem como funcionava mas hoje, graças ao trabalho desenvolvido pela Mariana e pela Adriana, eu percebo que o comportamento que a gente (técnicos) tem na cadeira influencia o atleta, o que a gente fala, os gestos que a gente faz... Então, é uma área muito importante”, disse Kenji Saito, gestor das equipes de base. 

Depois foi a vez do Doutor Guilherme Garofo, que abriu a apresentação da equipe médica composta ainda pelo doutores Rodrigo Rodarte e Mateus Saito. Garofo explicou como funciona a área medica dentro da comissão técnica, deixando claro que o trabalho vai além do tratamento de uma lesão.

“Os atletas passam por uma serie de avaliações, de testes simples como sangue, fezes e urina até outros mais complexos exatamente com o objetivo de evitar uma cirurgia. O nosso objetivo é que ninguém precise ser operado”, disse o médico.

Já o Doutor Rodrigo Rodarte falou sobre doping. A definição de doping mudou ao longo dos anos e hoje considera além do aumento superficial da performance, o risco à saúde do atleta e ser contrário ao espirito do esporte. Quando dois desses três critérios são encontrados em algum caso, isso é considerado doping.

“O atleta tem que saber o que esta tomando porque alguns medicamentos proibidos são usados em tratamentos de doenças como a asma, por exemplo. Mas isso tem que ser informado ao medico que vai preencher o formulário da WADA para que o uso seja liberado. É importante enfatizar que o atleta é responsável por todas as substâncias encontradas em seu organismo”, enfatizou o médico. Por fim, explicou o passo a passo de um exame antidoping.
O fisioterapeuta Cliff Ferreira abriu a apresentação da área, que conta neste treinamento com Gabriela Zanotti, Regina Cuattrin e Thiago Ferreira. A equipe conta ainda com Gustavo Braga e Alberto Makino. Cliff falou sobre a avaliação de postura que é importante para identificar desvios e assimetrias, mensurar desequilíbrios posturais e prevenir lesões através da melhora da postura.

“Uma má postura não é sinônimo de dor ou lesão mas pode influenciar negativamente no desempenho de um atleta", disse.

Gabriela Zanotti falou sobre a avaliação de movimento. O protocolo utilizado é o FMS, sistema desenvolvido por pesquisadores americanos e que é usado nos principais clubes do mundo de esportes como de futebol, baseball, basquete e futebol americano. São sete testes que classificam os atletas em, no máximo, três pontos.

“Se estiver abaixo de 14 pontos, o atleta está com algum problema. E se ele está com dificuldade de realizar os movimentos básicos, ele não vai conseguir realizar os movimentos específicos da modalidade”, concluiu Zanotti.

A apresentação terminou com a exibição de um vídeo gravado com o atleta Vitor Torrente, medalhista de bronze no Mundial Junior 2013.

"Hoje eu não tenho mais tantas lesões graças ao trabalho preventivo que os fisioterapeutas vem realizando conosco", disse Torrente.

“Nós trabalhamos com três pilares que norteiam todas as nossas avaliações: a segurança, o desempenho e o banco de dados”, concluiu Kenji Saito, que na condição de sport manager do judô nos Jogos Rio 2016, falou sobre como a modalidade está sendo preparada para o evento. Ele informou que o judô vai acontecer pela primeira vez dentro do Parque Olímpico, mostrou como será o local da competição, o local de treinamento, a programação e o programa de voluntariado.

“É importante ficar atento à data de inscrição para voluntários que deverá começar em agosto e se encerrar em setembro. Serão 200 pessoas trabalhando para o judô nos Jogos Rio 2016 e contamos com vocês que já tem experiência no judô”, encerrou.

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