Equipe Mista é prata e Brasil fecha Mundial de Judô Cadete com terceira medalha
Brasileiros enfrentaram Canadá, Mongólia e Cazaquistão, voltando à final do formato pela primeira vez desde 2017
A Seleção Brasileira de Judô finalizou o Campeonato Mundial Cadete conquistando a medalha de prata com a equipe mista. Neste domingo (23), último dia de competição em Guayaquil, no Equador, o Brasil venceu Canadá e Mongólia antes de ser superado pelo Cazaquistão em uma decisão que foi à luta pelo desempate. Este foi o terceiro pódio mundial do país no formato. Em 2017, a equipe foi prata contra a Rússia. Já em 2024, os brasileiros levaram a medalha de bronze.
Confira como foi:
Brasil 4x0 Canadá
O Brasil estreou na disputa por equipes mistas contra o Canadá, pelas quartas-de-final.
José Paulo Pereira (+90kg) foi quem marcou o primeiro ponto brasileiro, conseguindo um waza-ari e dois yukos em Emelyan Sokolov. O canadense ainda foi desclassificado do confronto por fazer uma entrada irregular.
Em seguida, Giovanna Imhof (-48kg) chegou no tatame e fez o 2x0 ao conseguir dois yukos em Zoe Element. O terceiro ponto brasileiro veio pelas mãos de Rafael Falcão (-60kg), que imobilizou Amir Temirbaev no golden score até o yuko.
Bastou a Manuela Maia (-63kg) confirmar a vitória por 4x0, e ela fez isso projetando Emma Tritton em ippon para classificar os brasileiros à semifinal.
Brasil 4x1 Mongólia
Na semifinal, o Brasil enfrentou a Mongólia, que veio de vitórias contra a Turquia, por 4x3, e França, por 4x1.
Primeiro, Giovanna Imhof (-48kg) conseguiu um dois waza-aris e um yuko em Misheel Altanshagai. Rafael Falcão (-60kg) ampliou jogando Davaanbaatar Amgalanbaatar em ippon, e Manuela Maia (-63kg) fez o 3x0 com um yuko em Anundari Enkhtaivan.
O primeiro e único ponto mongol foi marcado por Temuulen Bayarjavkhlan, que conseguiu um ippon em Yago Mello (-81kg). Mas, na luta seguinte, Caroline Ohonishi (+70kg) apostou no volume de luta e forçou três punições por falta de combatividade em Anujin Enkhtaivan, fechando o 4x1 brasileiro e a classificação para a final, algo que não vinha desde 2017.
Brasil 3x4 Cazaquistão
Na final, o Brasil enfrentou a forte equipe do Cazaquistão, segundo lugar geral no individual com três ouros, três pratas e quatro bronzes. Até a decisão, os cazaques passaram pela Bulgária, por 4x1; pelo Japão, por 4x2; e pelo Uzbequistão, por 4x2.
O Brasil entrou escalado com Giovanna Imhof (-48kg), Manuela Maia (-63kg) e Caroline Ohonishi (+63kg), no feminino, e Rafael Facão (-60kg), Davi Medina (-81kg) e Heitor Sousa (+81kg), no masculino.
Quem saiu na frente foram os adversários. Rassulkhan Gabit, campeão da categoria no individual, conseguiu um yuko em Rafael Falcão (-60kg). Em seguida, o Brasil empatou com Manuela Maia (-63kg), que virou a desvantagem de um waza-ari contra Inzhu Zhumazhan. Depois, Davi Medina (-81kg) colocou o Brasil na frente fazendo Bekali Yerken, bronze individual, bater em uma chave-de-braço.
Na luta seguinte, Caroline Ohonishi (+70kg) caiu em yuko para Togzhan Tolebay ainda nos primeiros segundos. Ela tentou correr atrás do placar e até conseguiu forçar duas punições à adversária, mas o relógio zerou.
Com o 3x2 para os cazaques, Giovanna Imhof (-48kg) teve a missão de empatar contra Iyanat Zhubatkan e forçar o sorteio pela luta de desempate. Ela virou a desvantagem de um yuko para um waza-ari, conseguindo o feito, e voltou ao tatame minutos depois para lutar novamente, já que a roleta parou em sua categoria.
A brasileira teve um yuko marcado pelo árbitro central, mas retirado pela análise de vídeo. Depois, a adversária acabou conseguindo o waza-ari em uma revertida, fechando o confronto e deixando o Brasil com a medalha de prata.
Com o resultado, a Seleção Brasileira de Judô encerrou a competição com três medalhas. No individual, Clarisse Vallim (-70kg) conquistou o ouro e Ana Mikaele Alcântara (-40kg) o bronze.
A temporada de Mundiais 2026 continua em outubro, com o Sênior. Já em novembro será a vez do Júnior.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do BNDES e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.