Seleção Sub 18 se despede de Sarajevo nesta terça com quatro medalhas na bagagem
Técnicos apontam evolução da equipe, mas detalhes ainda precisam ser aprimorados.
A seleção brasileira juvenil embarca de volta para o Brasil nesta terça-feira, 11, depois de conquistar quatro medalhas, sendo duas de prata e duas de bronze, no Campeonato Mundial Sub 18, última competição da classe no calendário 2015. Além das medalhas, o Brasil teve ainda três quintos e três sétimos lugares, colocando metade da equipe entre os sete melhores do mundo em oito categorias de peso diferentes.
Com os bronzes de Jéssica Silva (44kg) e Beatriz Souza (+70kg) a equipe feminina repetiu os pódios do último Mundial, em Miami, mas conseguiu também um quinto e um sétimo lugar, com Vitória Andrade (57kg) e Gabriela Clemente (48kg), respectivamente.
“Na nossa preparação, trabalhamos muito o kumi kata (pegada) e a transição para ne-waza (luta no chão). Todas evoluíram, mas as que tiveram mais comprometimento tiveram os melhores resultados nessa competição que estava muito forte. A Vitória foi uma atleta que evoluiu muito durante o processo e mostrou muita atitude, garra neste Mundial, assim como a Jéssica e Bia, por exemplo. Na disputa por equipes fomos bem contra Polônia e Cazaquistão, mas acabamos perdendo para as duas maiores potências do judô mundial que são Japão e Rússia”, avaliou a técnica da equipe feminina, Danusa Shira, lembrando do quinto lugar conquistado pelas meninas na disputa por equipes.
Douglas Potrich, técnico da equipe masculina ressaltou também a evolução dos atletas, que levaram o Brasil a duas finais. Michael Marcelino (60kg) e Igor Morishigue (81kg) foram medalhistas de prata, mas os meninos ainda tiveram dois quintos com João Paulo Correia (50kg) e Renan Torres (55kg), e dois sétimos, com Bruno Watanabe (50kg) e Mike Pinheiro (55kg).
“A gente vinha trabalhando pontualmente nas dificuldades de cada atleta. Perdíamos muito em ne-waza e conseguimos melhorar isso. Com certeza vimos evolução e os melhores resultados vieram exatamente com aqueles que tinham mais dificuldades. Estamos no caminho certo, mas tem muito ainda o que melhorar. De 2013 para 2015 conseguimos amenizar essas dificuldades e o reflexo foram os resultados que vimos na Bósnia”, resumiu o técnico da equipe sub 18 masculina.