Rafael Macedo é campeão mundial Sub 21
Brasileiro consegue ippon sobre o russo Igolnikov e fica com o ouro da categoria meio médio.
O talentoso Rafael Macedo é o mais novo campeão mundial brasileiro. O peso meio médio, atleta da Sogipa, conseguiu um ippon por imobilização contra o russo Mikhail Igolnikov na grande decisão da categoria e ficou com o ouro. É a terceira medalha do Brasil no Mundial Sub 21 que está sendo disputado em Fort Laudardale, nos Estados Unidos. Na quarta-feira, primeiro dia do torneio, o Brasil faturou a prata com Larissa Farias (44kg) e nesta quinta, Ricardo Santos Junior (66kg) ficou com o bronze. Rafael é o décimo segundo campeão mundial junior do Brasil. Ele se junta a nomes que depois vieram a fazer história no judô sênior brasileiro como Aurélio Miguel, Sebástian Pereira, Tiago Camilo, Fabiane Hukuda, João Derly, Leandro Guilheiro, Leonardo Eduardo, Sarah Menezes, Rafaela Silva e Mayra Aguiar.
“A sensação de ser campeão mundial é muito boa! Demorou um pouco pra cair a ficha, mas agora estou muito feliz mesmo!”, disse o campeão.
Rafael Macedo, número um do ranking mundial Sub 21 na categoria, começou a competição já na segunda rodada vencendo o tcheco Jiri Petr por wazari. Depois, nas oitavas-de-final, passou pelo eslovaco Peter Zilka por um yuko, a pontuação mínima. Nas quartas-de-final, o atleta da Sogipa fez uma luta muito dura contra o holandês Rico Harder, que havia eliminado o mongol Gaajadamba Bayanmunkh e o japonês Seidai Sato. O brasileiro demorou a se encontrar na luta e acabou sendo punido três vezes. Mas quando a luta já ia para o final, faltando menos de 20 segundos para o fim, Rafael conseguiu um yuko e garantiu sua vaga na semifinal.
Contra o sueco Jonas Bjorktrop, o paulistano entrou muito concentrado e conseguiu um ippon com apenas um minuto e meio de luta. Na decisão, saiu perdendo para Mikhail Igolnikov por uma punição por falso ataque. Mas logo depois, conseguiu projetar o adversário por yuko e o imobilizou até o ippon.
“O Mundial é muito forte, com vários atletas de altíssimo nível. Tive lutas muito duras, algumas até em que comecei perdendo e consegui reverter. Me preparei bastante pra isso e, graças a Deus, consegui vencer e conquistar essa medalha para o Brasil”, concluiu Rafael.
O Brasil ainda ficou muito perto de outra medalha no meio médio. Danielle Karla Oliveira (63kg) fez uma disputa muito equilibrada com a alemã Vivian Herrmann pelo bronze mas não conseguiu encaixar seu melhor judô. Adotando a estratégia de contragolpear, esperou os ataques da adversária e acabou sendo punida duas vezes. Precisando de um pontuação para virar o confronto, acabou dando uma chance para Herrmann que acabou conseguindo o ippon e ficando com a medalha.
Mas a atleta do Flamengo fez uma campanha interessante. Na disputa da repescagem não tomou conhecimento da russa Diana Dzhigaros, medalhista no Campeonato Europeu da categoria, e conseguiu o ippon com apenas 15 segundos de luta. Antes, ela só havia sido parada pela britânica Lucy Renshall nas quartas-de-final. Danielle não conseguiu mostrar seu melhor judô contra Renshall e, num contragolpe, acabou sofrendo o ippon. Mas no começo mostrou o seu talento. Na primeira luta na competição, jogou a americana Lauren Baez quatro vezes, sendo duas que valeram yuko e duas que valeram wazari, encerrando o confronto. Nas oitavas, passou pela mongol Mungunchimeg Baldoroj por ippon com pouco mais de dois minutos de luta.
Eduardo Yudi Santos (81kg) chegou até as oitavas-de-final depois de vencer o sul-coreano Moon Jin Lee na estreia. Mas acabou derrotado pelo sueco Bjorktorp por ippon com três minutos de luta. Já Mariana Veiga (70kg) e Thiago Chiodi (90kg) não passaram da primeira rodada ao serem derrotados por Barbara Matic (CRO) e Syerik Byeryedmurat (MGL), respectivamente.
Encerrando as disputas individuais, Gabriel Souza (100kg/SP), João Cesarino (+100kg/RS), Sibilla Faccholli (+78kg/SP) e Camila Gebara (+78kg/MS) lutam no sábado, dia 24. No domingo, dia 26, será realizada a competição por equipes. As eliminatórias serão disputadas a partir de meio-dia e o bloco final a partir das 19 horas, tudo no horário de Brasília.
Nos Estados Unidos, os atletas são acompanhados pelo gestor técnico das equipes de base Marcelo Theotônio, pelos técnicos Douglas Vieira e Andrea Berti, pelo assessor técnico Edmilson Guimarães e pelo fisioterapeuta Gustavo Braga. Durante o período de treinos de três semanas em São Paulo antes do embarque para o Mundial, a comissão técnica contou com o reforço do fisioterapeuta Ricardo Amadei, do preparador físico Armando Gonzalez, da psicóloga Mariana Correa e da nutricionista Patricia Vieira.