06/09/2011 00:00:00
Seleção Brasileira - Base
Família que luta unida
É o caso dos irmãos Andrei e Hiago Pirolo. Os santistas vão dividir pela primeira vez a experiência de viajar e competir juntos.
"Como sou mais velho, me sinto um pouco responsável por ele. Sinceramente eu acho mais fácil entrar no tatame do que ficar do lado de fora vendo meu irmão lutar. Toda a competição bate um nervosismo, mas esta será diferente de tudo o que já experimentei", conta Andrei, de 19 anos.
Hiago, que tem 15 anos, diz que a família comemorou quando ficou definido que o Pan e o Sul-Americano teriam a mesma sede.
"Me dou muito bem com meu irmão. Ele me ajuda e sei que tudo o que eu precisar poderia contar com ele. Desde pequeno que lutamos para estar na seleção", diz Hiago.
Os irmãos Pirolo terão um torcedor especial. O medalhista olímpico Leandro Guilheiro treina com os dois judocas e classifica eles como fundamentais para o excelente momento que o judoca vive em sua carreira.
"Eles são dois meninos de ouro. Vou ficar daqui no Brasil na torcida pelos dois. São técnicos e me ajudam muito nos treinos. Sempre que precisei, pude contar com eles", diz Guilheiro.
Para Andrei, ajudar nos treinos de Guilheiro é uma honra.
"A gente ajuda como pode, que é cedendo nosso corpo para que ele tenha uma preparação ainda melhor. Em contrapartida temos a oportunidade de aprender algo novo com ele todos os dias".
O clã Chibana é famoso no judô de São Paulo. Na Zona Leste da capital paulista existe um prédio onde mora a família e no primeiro andar há um dojo, onde os Chibanas, ainda pequenos, são lapidados para a prática do esporte. Os que levam jeito, são encaminhados para academias. Na seleção Sub 20, Gabriela e Mike Chibana são primos e também terão a chance de disputar um evento lado a lado.
"Nossa família é muito grande e desde pequenos somos preparados para lutar judô. Estar na seleção é um objetivo", conta Mike.
Levou cinco meses para as irmãs Nádia e Maira Merli se encontrarem. Nádia está na seleção e a irmã, que mora em Franca, foi visitar Nádia na concentração em São Joaquim da Barra. O reencontro teve abraços, beijos, choro e, claro, treino de judô.
"Minha irmã deu uma parada no judô quando foi ficando adulta, mas acabou retomando os treinos e garantindo com isso uma bolsa na faculdade em Franca. Estou muito feliz por ela ter vindo até aqui me ver", afirma Nádia, que em 2010 garantiu o ouro na categoria até 70kg Sub 20.