Equipes médica e de fisioterapia realizam testes com atletas do Sub 21
Judocas que participaram do Meeting e permaneceram para o treinamento de campo foram avaliados. Objetivo é criação de banco de dados e parâmetros para controle e prevenção de lesões
Um dia após disputarem o Meeting Sub 21, o sábado, 21 de janeiro, foi de mais testes para os jovens talentos do judô brasileiro que permanecerem em Pindamonhangaba para o Treinamento de Campo. Algo semelhante com o que foi feito com os judocas do Sub 18. Os médicos e fisioterapeutas da Confederação Brasileira de Judô realizaram uma série de avaliações nos atletas com o objetivo de criar parâmetros para controle e prevenção de lesões ao longo da temporada esportiva.
Os atletas realizaram testes como SEBT- MODIFICADO, que avalia déficits de autopercepção nos membros inferiores e o equilíbrio postural de forma dinâmica; e o CKCUEST, testes realizado para avaliar a performance de movimentos do ombro de cada atleta. Além disso, foi realizada uma avaliação do tempo de reação cognitiva e tempo de reação motor de cada atleta, com o Vienna Test System, equipamento computadorizado que foi disponibilizado pelo Laboratório de Psicologia do Esporte da UFMG (LAPES-UFMG).
“Com os resultados destes testes todos os atletas serão acompanhados e melhor trabalhados por meio de estratégias preventivas, associadas com o trabalho conjunto da preparação física e os treinamentos técnicos e táticos, sempre com o objetivo de diminuir a incidência de lesões e conseguir melhorar a performance do judoca”, disse Gustavo Braga, fisioterapeuta das equipes de base.
Outra ferramenta que está sendo utilizada pela equipe de fisioterapia é a avaliação por meio de câmera fotográfica térmica.
“Esse tipo de avaliação tem o intuído de auxiliar no diagnostico e avaliações de lesões dos atletas, contribuindo na intervenção precoce e na elaboração de estratégias de reabilitação e prevenção”, completou Braga. Além dele, participaram das avaliações os fisioterapeutas Thiago Vinicius Ferreira, Christian Almeida, Rafael Russo, Gabriel Mendes e Caio Baena e o psicólogo André Lima.
Já os médicos Mateus Saito, Guilherme Garofo e Caio Senise, além da terapeuta ocupacional Daiane Dalla Pria, conduziram testes ortopédicos e de força de preensão manual e de pegada (ulnar). O objetivo foi criar um banco de dados para acompanhar a evolução dos atletas ao longo de suas carreiras.
“No judô, é fundamental termos detalhes sobre a pegada. Os testes vão dar um parâmetro para esses atletas e, assim, eles saberem em que precisam trabalhar e evoluir. E também se eles vieram a se machucar, esses testes vão ajudar a definir o grau de recuperação”, disse Saito, médico especialista em mãos.
Todos os atletas receberam um relatório completo com os resultados dos testes realizados pelos fisioterapeutas, e assim poderão compartilhar com os clubes. Propiciando uma maior integração entre Seleção Brasileira de judô e clubes.