Equipe masculina participa de período de treinos no Japão
Onze atletas que estiveram no Grand Slam de Moscou ficam treinando na Universidade de Nittai Daigaku
Depois da boa participação no Grand Slam de Moscou onde conquistaram três ouros, quatro pratas e três bronzes, os judocas brasileiros se dividiram em dois grupos. Uma parte voltou ao Brasil e outros foram para o Japão, mais precisamente para a Universidade de Nittai Daigaku, onde treinam até o dia nove de agosto como parte da preparação para o Mundial, que será realizado de 26 de agosto a primeiro de setembro no Rio de Janeiro.
“O objetivo desse treinamento no Japão é fazer uma lapidação técnica final mas também tem um viés de isolamento, já que os distanciará dos problemas do dia-a-dia e facilitará o foco no Mundial”, disse Ney Wilson, gestor técnico de alto rendimento.
Os convocados para as duas semanas de treino no país que deu origem ao judô são Felipe Kitadai (60kg), Luiz Revite (66kg), Charles Chibana (66kg), Bruno Mendonça (73kg), Victor Penalber (81kg), Renan Nunes (100kg), Luciano Correa (100kg), Hugo Pessanha (100kg), Rafael Silva (+100kg), Walter Santos (+100kg) e David Moura (+100kg).
“O treinamento de campo de Moscou estava bem forte já que contou com todos os atletas que competiram, a equipe da Rússia que deve ir ao Mundial e vários atletas da Europa que vieram somente pra treinar. Esse período no Japão vai ser ótimo porque vamos treinar onde o judô começou. Além disso, o país é uma grande potência no nosso esporte e nada como estar treinando com os melhores para melhorar!”, disse Renan Nunes.
“É fantástico treinar no Japão porque todos os atletas são fortes e é um esporte tradicional na cultura deles. Estar lá ajuda a resgatar toda a filosofia do esporte, de respeito e disciplina. E isso é importante antes do Mundial. Também é bom fazer handoris (combate fora de competição) com pessoas fortes e o Japão pode nos proporcionar isso em todos os pesos”, disse Luciano Correa.
De acordo com o critério estabelecido pela comissão técnica para a convocação do Mundial, os brasileiros melhores colocados em suas respectivas categorias poderão ser chamados para a competição. A dúvida fica por conta das categorias que irão contar com dois atletas, já que de acordo com as novas regras adotadas pela Federação Internacional, os países tem o direito de levar no máximo nove atletas no masculino e outros nove no feminino. E o Brasil vai para a disputa com o número máximo de atletas, o que significa que duas categorias irão “dobrar”.
“Não posso afirmar que o meu desempenho no Grand Slam tenha colocado algum tipo de dúvida na cabeça dos integrantes da comissão técnica da seleção. Apenas entrei bastante focado, procurando fazer o que sempre tento que é competir bem, chegar ao pódio e subir ainda mais no ranking. Vou aproveitar essa experiência no Japão, uma das potências mundiais, para treinar com alguns dos melhores atletas do mundo”, disse Charles Chibana (66kg), um dos três medalhistas de ouro em Moscou.
Também na quinta, os outros quatorze atletas que competiram em Moscou voltam para o Brasil. O próximo compromisso da equipe brasileira é o Desafio Internacional que acontece nos dias primeiro e três de agosto em Queimados, região metropolitana do Rio de Janeiro.
Foto: IJF/Tamas Zahonyi