Judô brasileiro chega a sete medalhas no Grand Slam de Astana
Neste domingo (10), último dia de competição, Guilherme Schimidt (-90kg) foi prata, e Beatriz Freitas (-78kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg) medalhistas de bronze
A Seleção Brasileira de Judô concluiu o Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, com mais três atletas conquistando medalhas. Neste domingo (10), terceiro e último dia de competição, Guilherme Schimidt (-90kg) levou a prata, enquanto Beatriz Freitas (-78kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg) ficaram com os bronzes de suas categorias. Junto aos quatro pódios garantidos nos dois primeiros dias de disputas, o Brasil chegou ao total de sete, superando as seis medalhas que levou na última edição da etapa.
Até o momento, o judô brasileiro participou de cinco eventos do Circuito Mundial 2026, mostrando regularidade e subindo ao pódio em todos eles. Astana foi a etapa com a melhor campanha em quantidade, ultrapassando as seis do Grand Prix da Áustria, realizado em março. Além das sete medalhas, o Brasil ainda teve outros seis atletas aparecendo nas classificações finais de suas categorias, que contabilizam até o sétimo lugar. O saldo final foi 13 dos 19 convocados aparecendo no quadro geral.
No primeiro dia de competição, Sarah Souza (-57kg) foi bronze, e no segundo, outros três bronzes vieram com Rafaela Silva (-63kg), Nauana Silva (-70kg) e David Lima (-81kg). Neste domingo, o Brasil chegou a sua primeira final na competição, ficando com a prata, e outras três disputas de bronzes, saindo vitorioso em duas.
Confira como foi:
Guilherme Schimidt fica com a prata em primeira final internacional no -90kg
A primeira medalha brasileira no dia foi conquistada por Guilherme Schimidt (-90kg).
Ele estreou nas oitavas contra o holandês Tigo Renes, e conseguiu a vitória por ippon após imobilizar o adversário por 20 segundos. Em seguida, nas quartas, passou pelo cazaque Aidar Arapov, atleta da casa, com um yuko a quatro segundos do fim da luta.
Na semifinal, o brasileiro teve um duelo caseiro contra Rafael Macedo. Os dois já haviam se enfrentado uma vez, na final da Seletiva Nacional para o Campeonato Pan-Americano, em abril, onde Macedo levou a melhor. Mas, desta vez, deu Schimidt, que conseguiu punições por falta de combatividade (3-1) no companheiro de Seleção e clube.
Com a vitória, Schimidt avançou a sua primeira final internacional após a mudança de categoria do -81kg para o -90kg. Enfrentou o sérvio Boris Rutovic, e ficou com a prata após cair em yuko e não conseguir reverter o placar.
Agora, ele tem duas medalhas internacionais em 2026. Em março, foi bronze no Grand Slam de Tbilisi e, ainda, obteve um quinto lugar na etapa de Paris. Com a nova conquista, o brasileiro deve entrar no top 20 do peso médio masculino.
Ainda no -90kg, o Brasil teve outro atleta lutando por medalha. Rafael Macedo chegou na disputa de bronze, mas ficou em quinto lugar contra o moldavo Mihail Latsev. Antes, o brasileiro venceu Gergely Nepel, da Hungria, e Aleksa Mitrovic, da França, e perdeu para Schimidt na semifinal.
Beatriz Freitas repete 2025 e fatura novo bronze no Cazaquistão
Em sequência a prata de Schimidt, o Brasil entrou novamente no tatame para lutar por mais uma medalha. Beatriz Freitas trouxe um dos bronzes do -78kg, o quinto do país na campanha em Astana.
Para chegar ao pódio, a brasileira passou por quatro lutas. Nas oitavas, venceu a cazaque Saltanat Akhmetova por ippon; nas quartas, perdeu para a francesa Liz Ngelebeya com dois waza-ari; na repescagem, passou pela russa Aleksandra Babintseva por waza-ari; e, na luta pelo bronze, conseguiu dois waza-ari na canadense Coralie Godbout.
Em 2025, ela também foi medalhista de bronze no mesmo Grand Slam do Cazaquistão, a sua primeira medalha no Circuito Mundial de Judô.
Beatriz está, atualmente, no top 15 do meio-pesado feminino e, com os 500 pontos, deve permanecer na lista.
Mais cedo, ainda no mesmo peso, Karol Gimenes foi eliminada na primeira luta pela cazaque Ekaterina Tokareva. Já no +78kg, o Brasil teve duas representantes que terminaram na sétima colocação. Giovanna Santos e Thauana Silva tiveram campanhas parecidas, com vitórias nas oitavas e derrotas nas quartas e repescagem.
Léo Gonçalves consegue revanche contra holandês e fica com bronze
Para fechar a campanha brasileira em Astana, o Brasil ainda levou mais um bronze. No -100kg masculino, Leonardo Gonçalves venceu o holandês Simeon Catharina com um yuko no golden score para confirmar a sétima medalha do Brasil na competição. O histórico entre os dois estava em 4x2 para o adversário, com o confronto mais recente na repescagem do Grand Slam de Paris, desfavorável para o brasileiro.
Antes, Léo passou por outras três lutas: primeiro, venceu Mushin Malev, do Tajiquistão, nas punições (3-2); depois, nas quartas, passou pelo cazaque Askar Birzhanov por yuko; e, na semifinal, perdeu para o moldavo Vadim Ghimbovschi por yuko.
Em 2026, Léo, que é top 4 da categoria, tem um sétimo lugar no Grand Slam de Paris; o título do Campeonato Pan-Americano; e, agora, mais um bronze em etapas de Grand Slam, o seu terceiro.
Ainda no -100kg, mais cedo Giovani Ferreira se despediu da competição na primeira luta, contra o cazaque Askar Birzhanov.
O próximo desafio previsto para a Seleção Brasileira é o Open Europeu de Benidorm, na Espanha, no próximo fim de semana (16 e 17), seguido de um treinamento de campo na mesma cidade.
Classificação dos brasileiros no Grand Slam de Astana 2026:
PRATA
Guilherme Schimidt (-90kg)
BRONZE
Sarah Souza (-57kg)
Rafaela Silva (-63kg)
Nauana Silva (-70kg)
David Lima (-81kg)
Beatriz Freitas (-78kg)
Leonardo Gonçalves (-100kg)
5º LUGAR
Jéssica Lima (-57kg)
Rafael Macedo (-90kg)
7º LUGAR
Gabriela Conceição (-52kg)
Nicole Marques (-52kg)
Giovanna Santos (+78kg)
Thauana Silva (+78kg)