Entenda como funciona a classificação do judô para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028
A CBJ explica os caminhos que levam os judocas a maior competição multiesportiva do mundo
A corrida do judô rumo aos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 já começou! Com o início do período classificatório, em junho deste ano, atletas de todo o mundo deram a largada na disputa por uma vaga na maior competição multiesportiva do planeta. E, para te ajudar a entender como funciona esse processo, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) reuniu os principais critérios de classificação definidos pela Federação Internacional de Judô (IJF), entidade máxima da modalidade. Vem conferir!
O judô nos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 tem expectativa de reunir 372 atletas, divididos igualmente entre homens e mulheres (186 vagas para cada gênero). A programação da modalidade contará com as disputas individuais das 14 categorias de peso mais as equipes mistas, assim como acontece desde a edição Tóquio 2020.
O período oficial de classificação começou no dia 15 de junho deste ano, durante o Grand Slam de Ulaanbaatar, na Mongólia, e segue até 12 de junho de 2028, quando a IJF deve divulgar a lista final de classificados.
Como as vagas são distribuídas?
No judô, a maior parte das vagas olímpicas é definida pelo Ranking Olímpico da IJF. Ao todo, 238 atletas garantem classificação direta por esse critério, que contempla os 17 melhores colocados de cada categoria.
Nos Jogos Olímpicos, apenas um atleta por país pode competir em cada peso, então, caso alguma nação tenha mais de um representante entre os classificados na mesma categoria, cabe aos Comitês Olímpicos Nacionais definirem quem fica com a vaga. No Brasil, essa decisão fica com a CBJ, enquanto a vaga excedente é destinada ao próximo atleta elegível da lista.
Além das vagas diretas pelo Ranking, outras 104 ainda são distribuídas por meio das cotas continentais. Nesse sistema, a IJF elabora um ranking específico para cada continente, reunindo atletas de todas as categorias de peso e dos dois gêneros, classificados de acordo com a pontuação obtida no Ranking Olímpico durante o período de classificação.
As vagas são preenchidas respeitando o limite de um atleta por país, independentemente da categoria ou do gênero. Caso um continente não utilize todas as vagas a que tem direito, as cotas remanescentes são redistribuídas aos atletas mais bem pontuados do Ranking que ainda não tenham se classificado.
A Europa recebe 26 vagas, enquanto África e Ásia têm direito a 24 cada. As Américas contam com 22 vagas e a Oceania fica com oito.
Fora as vagas distribuídas pelo Ranking Olímpico e pelas cotas continentais, outras 30 completam o quadro de classificados para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028. Desse total, como país-sede, os Estados Unidos têm direito a 14 vagas automáticas, sendo sete no masculino e sete no feminino, além da participação garantida na competição por equipes mistas.
Outras dez vagas são concedidas por meio do princípio da universalidade, administrado pela Comissão Tripartite do Comitê Olímpico Internacional (COI). O objetivo é ampliar a participação de países com menor representatividade no judô, fortalecendo o caráter universal dos Jogos.
As seis vagas restantes são destinadas às equipes mistas e contemplam países que tenham classificado apenas cinco atletas para as disputas individuais. Nesse caso, cada continente indica uma nação para receber uma vaga adicional, enquanto a sexta é destinada ao país melhor colocado no ranking de equipes da IJF, independentemente do continente. Os atletas classificados por esse critério podem disputar tanto a competição individual quanto a prova por equipes.
Como as pontuações vão para o ranking?
A classificação olímpica é construída ao longo de dois anos por competições oficiais do calendário da IJF: Campeonato Mundial Sênior e Júnior, World Masters, Campeonatos Continentais e etapas de Grand Slam, Grand Prix e Open.
Cada evento distribui uma quantidade específica de pontos aos atletas, de acordo com o nível da competição e a colocação alcançada.
O Campeonato Mundial Sênior é o evento que mais vale pontos, concedendo até 2.000 ao campeão. Em seguida aparecem o World Masters (1.800), Grand Slam (1.000), Campeonatos Continentais (800), Grand Prix (700), Campeonato Mundial Júnior (700) e Open (100).
Mesmo sem conquistar medalha, os judocas seguem pontuando no Ranking Olímpico de acordo com a posição final obtida em cada competição. No entanto, apenas os seis melhores resultados de cada atleta são considerados para a classificação.
Outro fator importante é o peso atribuído aos resultados ao longo do ciclo olímpico. As competições realizadas entre o Grand Slam de Ulaanbaatar 2026 e o Campeonato Mundial de 2027 concedem 50% da pontuação prevista para cada colocação. Já os eventos disputados entre o Grand Slam de Ulaanbaatar 2027 e o encerramento do período classificatório distribuem 100% dos pontos.
+SAIBA MAIS SOBRE AS PONTUAÇÕES
O que ainda espera o judô brasileiro em 2026?
O primeiro semestre já trouxe resultados expressivos para a Seleção Brasileira Sênior. Em 11 competições internacionais, os judocas brasileiros conquistaram 51 medalhas: 15 de ouro, 12 de prata e 24 de bronze. Um dos grandes destaques foi a campanha do Grand Slam do Cazaquistão, em que a delegação brasileira conquistou sete medalhas, sendo uma prata e seis bronzes, chegando a melhor campanha quantitativa do ano.
Agora, o foco se volta para um segundo semestre repleto de desafios. Até dezembro, ainda estão previstas para a Seleção mais 11 etapas internacionais que distribuem pontos no ranking olímpico: Grand Prix de Lima, Open Pan-Americano de Lima e Grand Slam de Lausanne (agosto); Grand Slam de Budapeste e Open Pan-Americano de El Salvador (setembro); Campeonato Mundial Sênior e Grand Slam de Abu Dhabi (outubro); Grand Prix de Zagreb e Campeonato Mundial Júnior (novembro); e Grand Slam de Tóquio e World Masters (dezembro).
O judô nos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 acontece de 15 a 22 de julho de 2028.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio oficial do BNDES e apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.