Carregando...
11/08/2026 17:47:00
Seleção Brasileira - Principal

10 anos de um feito inédito: a segunda medalha olímpica de Mayra Aguiar

Em 11 de agosto de 2016, Mayra Aguiar se tornou a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas olímpicas individuais no judô

10 anos de um feito inédito: a segunda medalha olímpica de Mayra Aguiar
Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ

Há uma década, Mayra Aguiar escreveu mais um capítulo importante da história olímpica do Brasil. Aos 25 anos, a gaúcha conquistou o bronze na categoria até 78kg e se tornou a primeira mulher brasileira a repetir uma medalha olímpica em uma prova individual.


Apontada entre as principais candidatas ao título, Mayra terminou a competição com o terceiro lugar. O resultado reforçou uma das características que mais marcaram suas duas décadas de trajetória no judô: a capacidade de superar adversidades, se reerguer e voltar ainda mais forte.


A medalha no Rio de Janeiro foi a segunda, mas não a última conquista olímpica de Mayra. Ao longo da carreira, a judoca acumulou três medalhas olímpicas, sete em Campeonatos Mundiais, incluindo três títulos, e quatro em Jogos Pan-Americanos, com o ouro em Lima 2019.


Rio 2016


Mayra Aguiar iniciou sua campanha nas oitavas de final e precisou de apenas 39 segundos para superar a australiana Miranda Giambelli, então 18ª colocada do ranking mundial. A brasileira abriu vantagem logo no início ao aplicar uma técnica que lhe rendeu um waza-ari. Na sequência, levou o combate para o solo e conseguiu a imobilização. Nas arquibancadas da Arena Carioca, o público acompanhou a contagem dos 15 segundos até a confirmação da vitória.


Nas quartas de final, Mayra teve pela frente a alemã Laura Malzahn, então sétima colocada do ranking mundial. Em um confronto equilibrado, nenhuma das duas conseguiu pontuar durante o tempo regulamentar. A classificação brasileira veio após a adversária receber uma punição por falta de combatividade. Naquele período, os shidos eram utilizados como critério de desempate ao término do combate.


Se nas quartas de final a punição da adversária foi comemorada pelo público da Arena Carioca, na semifinal o cenário foi bem diferente. Em um duelo marcado pelo equilíbrio e pelo estudo entre Mayra Aguiar e a francesa Audrey Tcheuméo, a vitória acabou sendo definida pelas penalidades, para frustração dos torcedores brasileiros.


Mayra recebeu a primeira punição ainda na metade inicial do combate, mas conseguiu devolver o equilíbrio à disputa. Na sequência, porém, foi penalizada novamente por um movimento irregular. O segundo shido acabou sendo decisivo e colocou Tcheuméo na final da categoria.


Mayra teve apenas 20 minutos para se recompor antes de voltar ao tatame na disputa pelo bronze. Diante da cubana Yalennis Castillo, a brasileira dominou o combate desde os primeiros movimentos. Aplicou um yuko, tentou uma imobilização e ainda provocou uma punição da adversária. Ao fim dos quatro minutos regulamentares, pôde finalmente celebrar a conquista de sua segunda medalha olímpica.


A primeira medalha olímpica


Em 2012, aos 20 anos, Mayra Aguiar conquistou sua primeira medalha olímpica: o bronze nos Jogos de Londres. A campanha, assim como tantos outros momentos de sua trajetória, foi marcada pela superação.


Após a semifinal, a judoca sofreu uma lesão e precisou disputar o combate pelo pódio com o braço dormente. Mesmo diante da dificuldade, Mayra venceu e garantiu seu lugar no pódio olímpico.


O terceiro pódio olímpico


Nos Jogos de Tóquio 2020, Mayra Aguiar voltou a subir ao pódio e conquistou mais uma medalha de bronze, alcançando sua terceira medalha olímpica.


Com o resultado, tornou-se a primeira e, até hoje, única brasileira a conquistar medalhas em uma prova individual em três edições dos Jogos Olímpicos.


Na disputa pelo bronze, Mayra adotou uma postura paciente e analisou cuidadosamente os movimentos da adversária. Antes de completar um minuto de combate, as duas receberam shidos por falta de combatividade. Pouco depois, a brasileira levou a sul-coreana ao solo e conseguiu a imobilização. Após manter o controle por 20 segundos, confirmou o ippon e assegurou mais uma medalha histórica para sua carreira.


Os últimos capítulos da carreira


Em 2022, Mayra Aguiar alcançou mais um feito marcante ao conquistar seu terceiro título mundial e encerrar a temporada na liderança do ranking mundial da categoria até 78kg.


No ano seguinte, fechou a temporada com uma conquista inédita: tornou-se a primeira judoca brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio no tradicional Grand Slam de Tóquio.


A aposentadoria


Em 26 de dezembro de 2024, Mayra Aguiar anunciou o encerramento de sua carreira. Após quase duas décadas no alto rendimento, a judoca decidiu colocar um ponto final em uma trajetória marcada por títulos, medalhas e momentos históricos para o judô brasileiro.


 “Vivi muito intensamente o judô desde os meus 14 anos, quando entrei pela primeira vez na Seleção Brasileira principal. Com apenas 16, disputei meus primeiros Jogos Pan-Americanos e, aos 17, minha primeira Olimpíada. Foi pesado. São quase 20 anos no esporte de alto rendimento, suportando viagens, lesões e uma rotina de treinos muito intensa. Agora, vou descansar um pouco e pensar no futuro.” Anunciou a judoca em seu Instagram.


A história de Mayra Aguiar fica marcada por três medalhas olímpicas, três títulos mundiais e uma trajetória que a colocou entre as maiores judocas da história do Brasil.



A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio oficial do BNDES e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.

Outras notícias + Lista completa
PATROCINADOR OFICIAL
Apoio governamental
Apoio governamental
FORNECEDOR OFICIAL
APOIO INSTITUCIONAL