Camila Nogueira e Leonardo Gonçalves são vice-campeões mundiais Sub 21
Ellen Furtado (+78kg) e João Cesarino (+100kg) ficaram em quinto. Brasil fecha Mundial com cinco pódios.
O Brasil chegou a quatro disputas por medalhas no Mundial Sub 21 nesta segunda-feira, em Abu Dhabi, conquistando dois pódios e fechando a competição com cinco medalhas no total, sendo três bronzes e duas pratas. Os medalhistas deste último dia foram Camila Nogueira (+78kg/Sakurá de Judô/MS) e Leonardo Gonçalves (100kg/Palmeiras/SP), vice-campeões mundiais. João Cesarino (+100kg/Sogipa/RS) e Ellen Furtado (+78kg/Sesi/SP) terminaram em quinto.
Com os pódios desta segunda-feira, o mapa nacional de madalhas brasileiras neste mundial tem atletas de quatro regiões do país: Sul (Daniel Cargnin/RS), Sudeste (Lincoln Neves/SP e Leonardo Gonçalves/SP), Centro-Oeste (Camila Nogueira/MS) e Norte (Rita Reis/AM).
"É realmente um resultado que evidencia o sucesso da política de descentralização do judô promovida pela atual gestão da CBJ. Além disso, tivemos oito atletas classificados para o bloco final e sete disputando medalhas. Ficar atrás apenas do Japão no número total de medalhas conquistadas é um grande resultado", avaliou Marcelo Theotônio, gestor das categorias de base da CBJ. Os japoneses conquistaram 12 pódios.
O primeiro finalista do dia foi Leonardo Gonçalves. Ele enfrentou o russo Niyaz Ilyasov, que conseguiu o ippon, deixando a prata para o brasileiro. Antes disso, Leo havia derrotado Jalil Shukurov (AZE), Ramin Safaviyeh (IRI), Anton Savytskiy (UKR) e Oleg Abaev (RUS).
"Nunca tinha lutado uma competição tão importante na minha carreira. Todos os atletas tinham muita potência, muita força. Mas, coloquei na minha cabeça que nenhum deles tinha a mesma vontade de ganhar do que eu. A semifinal foi o momento mais duro. Consegui impor a estratégia traçada pelo sensei Douglas Vieira e finalizei com o ippon. Faltou o ouro por alguns detalhes que eu vou corrigir. Essa prata mostra que o que tenho feito nos treinamentos está dando resultado", apontou o meio-pesado.
Camila Nogueira, por outro lado, precisou de três vitórias para fazer a final com a japonesa Wakaba Tomita, onde acabou sofrendo o ippon. Para chegar à decisão pelo ouro, a brasileira passou por Reka Varga (HUN), Mackenzie Williams (USA) e Yelyzaveta Kalanina, ucraniana que acabaria vencendo outra brasileira, Ellen Furtado, na disputa pelo bronze.
"O fundamental foi que eu quis muito essa medalha. Desde o começo do ano eu venho batalhando por ela treinando muito. No mundial passado eu não consegui e botei na minha cabeça que tinha que vir neste mundial. Fiz quatro lutas hoje. A primeira contra a húngara foi muito difícil. Ganhei de um yuko e um shido. Depois veio a americana, que foi um pouquinho mais fácil, a terceira foi com a ucraniana e eu ganhei por um shido. E na final, a japonesa me superou, foi melhor, mas são detalhes que eu posso melhorar. Dedico essa medalha à minha família, meu sensei, aos senseis da CBJ e a todos que torceram muito por mim. Essa medalha tem um pouquinho de todo mundo", comentou a judoca de Mato Grosso do Sul.
O bronze de Cesarino escapou por dois shidos. Ele perdia por um yuko, conseguiu empatar com outro yuko, mas já havia sido punido duas vezes na luta contra o francês Messie Katanga e terminou em quinto.
O Brasil "dobrou" no pesado masculino com Hugo Praxedes, que acabou caindo na primeira luta contra o holandês Jur Spijkers. Mesmo desempenho da meio-pesado Isabela Sanches, superada por Fanni Toth por ippon.
Os brasileiros voltam aos tatames de Abu Dhabi nesta terça-feira para a competição por equipes. As preliminares começam às 4h (Brasília) e as disputas do bloco final serão às 11h (Brasília).
Foto: Edmilson Guimarães/CBJ