Beatriz Freitas é bronze no Grand Slam de Astana e conquista sexta medalha feminina do Brasil na competição
Neste domingo (11), a meio-pesado brasileira fez companhia aos bronzes de Natasha Ferreira, Jéssica Pereira, Shirlen Nascimento, Rafaela Silva e Luana Carvalho
A Seleção Brasileira de Judô fechou o Grand Slam de Astana com mais uma medalha conquistada pelas mulheres. Depois dos cinco pódios femininos nos dois primeiros dias de competição, a peso meio-pesado Beatriz Freitas (78kg) levou a medalha de bronze, neste domingo (11), para confirmar o sexto pódio do Brasil na capital cazaque, e seu primeiro no Circuito Mundial.
“Essa foi minha primeira medalha em Grand Slam e estou muito feliz com essa conquista e com minhas lutas. Gostaria de agradecer todo mundo que me ajudou a estar aqui para conquistar essa medalha”, comemorou ela.
Bia fez sua primeira luta nas oitavas, e venceu a chinesa Yingxue Wang com um belo ippon. Em seguida, nas quartas, passou pela francesa Kaila Issoufi, de quem havia perdido no Open Rio 2025, com um waza-ari. Já na semifinal, teve pela frente a coreana Minju Kim, que terminaria o dia com a medalha de ouro, e precisou ir à disputa de bronze ao levar um waza-ari e um ippon da adversária.
Na decisão, a brasileira enfrentou a francesa Liz Ngelebeya. As duas já haviam se encontrado uma vez, na primeira luta do Open Europeu de Varsóvia 2025, onde Bia terminou como medalhista de bronze, e desta vez o resultado foi novamente favorável. Ainda aos trinta segundos de luta, a atleta do Esporte Clube Pinheiros (SP) conseguiu encaixar um waza-ari e, depois, fez a adversária bater em um belo estrangulamento.
Essa foi a primeira medalha dela em etapas de Grand Slam, o melhor resultado da carreira na classe Sênior até o momento. No Júnior, a brasileira tem o título de vice-campeã mundial, conquistado em 2022.
Marcelo Fronckowiak e Beatriz Souza caem na disputa de bronze e ficam em quinto lugar
O Brasil ainda teve outros dois atletas disputando medalhas neste terceiro e último dia do Grand Slam de Astana, mas ambos terminaram a competição em quinto lugar.
No masculino, Marcelo Fronckowiak estreou vencendo o chinês Yadong Xie com um waza-ari, na primeira rodada. Depois, passou pelo sérvio Miljan Radulj por ippon, nas oitavas, e chegou às quartas embalado para passar pelo atleta neutro Aliaksandr Sidoryk com dois waza-ari.
O primeiro revés do dia veio na semifinal, contra o também atleta neutro Mikhail Igolnikov, posteriormente campeão da categoria, que conseguiu encaixar dois yuko e um waza-ari. Já na disputa de bronze, Marcelo ficou pendurado nas punições contra o tcheco Adam Kopecky, e foi projetado em waza-ari no último minuto de combate, ficando em quinto lugar.
Neste ano, Marcelo tem uma prata no Grand Slam de Baku e um bronze no Grand Prix da Áustria, ocupando o top 15 do ranking mundial.
Já no feminino, a campeã olímpica Beatriz Souza (+78kg) teve retorno ao Circuito Mundial IJF após os Jogos de Paris 2024.
Melhor ranqueada da categoria na competição, Bia folgou na primeira rodada e estreou direto nas quartas de final. Ainda se readequando ao ritmo competitivo, ela fez um confronto disputado contra a chinesa Xinran Niu, campeã do Grand Slam de Tashkent e atual vice asiática, que conseguiu um yuko em um golden score com as duas penduradas nas punições.
Apesar do revés, a campeã olímpica voltou na repescagem e, desta vez, venceu com propriedade a sérvia Milica Zabic, com um waza-ari e um lindo ippon. Mas, na disputa de bronze, Bia foi novamente superada, agora pela japonesa Ruri Takahashi. A luta seguiu até o golden score, com ambas no limite das punições, e a brasileira acabou levando a revertida em uma tentativa de ataque, caindo em ippon.
Há 15 dias, Bia Souza retornou oficialmente às competições internacionais no Campeonato Pan-Americano e Oceania, onde foi campeã nas disputas individuais e por equipes mistas.
Três brasileiros não avançam ao bloco final
Mais cedo, no bloco preliminar, a Seleção Brasileira de Judô ainda foi representada por Karol Gimenes (78kg), Giovani Ferreira (90kg) e Rafael Buzacarini (+100kg), que não chegaram ao bloco final de disputas.
Karol estreou com vitória por ippon contra Dulamsuren Ailtguibaatar, atleta da Mongólia, mas nas duas lutas seguintes caiu para a japonesa Mao Izumi, nas quartas, e para a francesa Liz Ngelebeya, na repescagem, ficando em sétimo lugar.
Enquanto isso, no masculino, Giovani Ferreira (90kg) venceu uma luta contra Israpil Sagaipov, e na seguinte foi eliminado pelo tcheco Adam Kopecky, o mesmo que venceu Marcelo Fronckowiak na disputa de bronze. Já na categoria mais pesada, Rafael Buzacarini (+100kg) teve parada dura contra o japonês Hyoga Ota, e se despediu da competição na primeira luta.
Brasil fecha etapa de Astana com destaque feminino
Todas as seis medalhas conquistadas pelo judô brasileiro no Grand Slam de Astana vieram pelas mãos de mulheres, e em categorias diferentes. Das dez convocadas, sete chegaram ao bloco final de disputas.
No primeiro dia, Natasha Ferreira (48kg), Jessica Pereira (52kg) e Shirlen Nascimento (57kg) foram bronze. No segundo dia, Rafaela Silva (63kg) e Luana Carvalho (70kg) também levaram o bronze. E, no terceiro, por fim, Beatriz Freitas (78kg) fechou a campanha com mais um terceiro lugar.