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28/07/21 04:50

TÓQUIO 2020 - Portela e Macedo não avançam no individual, mas ainda podem buscar medalha com equipes, no sábado

Macedo caiu para cazaque na primeira luta e Portela foi eliminada nas oitavas em decisão controversa da arbitragem

Portela projeta Taimazova. Foto: Gaspar Nóbrega/COB Portela projeta Taimazova. Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Os dois brasileiros que lutaram nesta quarta-feira, 28, em Tóquio não conseguiram avançar em suas chaves. Maria Portela, em sua terceira participação olímpica, parou nas oitavas-de-final após levar o terceiro shido em combate com a russa Madina Taimazova. Macedo, que fez sua estreia em Jogos Olímpicos, caiu de ippon no primeiro combate contra Islam Bosbayev, do Cazaquistão.  

Cabeça-de-chave no médio feminino, Portela teve uma primeira luta tranquila contra a representante do Time de Refugiados Olímpicos, Nigara Shaheen, vencendo-a por ippon em apenas 28 segundos de combate.  

Nas oitavas-de-final, a brasileira encarou Madina Taimazova, contra quem já havia lutado e vencido neste ano na final do Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia. A luta foi muito parelha e estudada durante o tempo regulamentar de quatro minutos, com as duas atletas levando uma punição por falta de combatividade. Sem pontuação no placar, o combate foi para o Golden score, o ponto de ouro, e, novamente, ambas foram punidas, dessa vez, por evitarem a pegada.  

No terceiro minuto, Maria conseguiu encaixar um golpe e projetou Taimazova que chegou a tocar os ombros no chão, girou e caiu de frente. O lance precisou ser revisado pelo vídeo replay e os árbitros da mesa não validaram o ponto da brasileira.  

A luta seguiu indefinida até o décimo minuto de golden score, com as duas atletas já bastante desgastadas pelo longo combate. Taimazova arriscou algumas entradas e conseguiu, com isso, impor um volume suficiente de ataques para que a arbitragem punisse a brasileira por falta de combatividade, encerrando, ali, o sonho de Portela buscar sua primeira medalha olímpica.  

Decepcionada, a brasileira deixou o tatame chorando e lamentou não ter conseguido evoluir na competição. 

“Não consegui seguir na competição. Mas, agradeço a Deus, primeiramente, por ter me permitido chegar até aqui. Foram muitos desafios ao longo da classificação olímpica. E agradeço a todos aqueles que estiveram comigo nesse período de preparação, se doando cem por cento para que eu estivesse aqui da melhor forma possível”, resumiu.  

Sobre as decisões da arbitragem em sua luta, Maria demonstrou verdadeiro espírito olímpico, avaliando tecnicamente as situações de luta, sobretudo o último shido que sacramentou a vitória da adversária.  

"O árbitro, se a gente não define, ele tem que definir. E quem tiver um pouco mais de iniciativa, vai levar. Não foi culpa dele. Eu tinha que ter sido mais agressiva, imposto mais o ritmo, por mais que não fosse efetiva, que foi o que ela fez e acabou levando. Acredito que o que definiu, como a luta estava muito longa, ela teve um pouquinho mais de iniciativa ali naquele final e eu acabei tomando a punição. Mas, estava muito parecida a luta. Eu percebi que ela estava um pouco mais desgastada do que eu, só que ainda assim ela estava colocando mais golpe do que eu, mesmo que sem efetividade. Isso é como se ela tivesse dando um volume maior na luta, buscando mais a luta. E, por mais que eu quebrasse bastante o volume dela, eu quase joguei duas vezes, ainda assim não foi suficiente”, explicou Portela, que retornará ao tatame da Nippon Budokan no sábado, 31, para a competição por equipes mistas. “Agora quero ajudar a equipe para chegar no pódio. Sei que meu ponto é muito importante e o foco é esse, contribuir para que possamos evoluir na competição porque somos um time muito forte.” 

A derrota doída definida em decisões difíceis da arbitragem, tanto nas punições, quanto na interpretação do waza-ari ou não, fez com que a brasileira recebesse muitas mensagens de incentivo e indignação de fãs e da comunidade do judô por meio das redes sociais. Neste sentido, é importante esclarecer que, no judô, não existe a possibilidade de recurso, apelação, cancelamento ou mudança do resultado decretado pela arbitragem em cima do tatame.  

Mayra Aguiar e Rafael Buzacarini lutam na madrugada desta quarta para quinta-feira 

Os próximos brasileiros a lutarem na Budokan serão os meio-pesados Mayra Aguiar e Rafael Buzacarini. Mayra tentará buscar sua terceira medalha olímpica, o que seria um feito inédito no judô e em modalidades individuais. Já Buzacarini, que participou dos Jogos do Rio, tentará subir ao pódio olímpico pela primeira vez.  

As preliminares começam às 23h dessa quarta, 28, no Brasil, e o bloco final, com repescagem, semifinais e medalhas começará às 5h da manhã de quinta-feira, 28, também no horário de Brasília.  

O judô brasileiro tem, até o momento, um bronze, de Daniel Cargnin (66kg) e um sétimo lugar, de Ketleyn Quadros (63kg), como melhores resultados. 





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