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24/07/21 02:33

Brasil tem ippon relâmpago de Gabriela Chibana em 14 segundos de luta. Judoca caiu nas oitavas para líder do ranking mundial, assim como Eric Takabatake

Ligeiros brasileiros estrearam com boas vitórias no primeiro dia em Tóquio, mas não avançaram ao bloco final

Ippon de Gabriela Chibana em Harriet Bomface. Foto: Júlio César Guimarães/COB Ippon de Gabriela Chibana em Harriet Bomface. Foto: Júlio César Guimarães/COB

TÓQUIO, 24 de julho - O primeiro ippon dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 teve a assinatura da brasileira Gabriela Chibana (48kg) que, em apenas 14 segundos de luta, encaixou o golpe perfeito na atleta do Malauí, Harriet Bomface, e avançou às oitavas-de-final. Em seguida, Chibana parou no ippon da kosovar Distria Krasniq, atual número um do mundo, e despediu-se dos Jogos antes da fase final. Mesmo desempenho de Eric Takabatake, que representou o Time Brasil no peso ligeiro masculino neste sábado.  

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“Ali foi judô mesmo, não pensei, só entrei. Você estar nesse flow e o golpe sair é treino, saiu natural. Foi uma luta de cada vez. A primeira já tinha passado e estava com o planejamento para a segunda luta. Sabia que ela (Krasniq) era bem forte, de força mesmo, tentei movimentar melhor na luta, mas acabei caindo de ippon”, explicou Chibana ao sair do tatame.  

Ela, cuja família tem origens na ilha de Okinawa, Japão, destacou o privilégio de poder competir no berço do Judô e de seus ancestrais.  

“A energia aqui é sempre boa, ainda mais no judô que é um esporte que tem sua origem no Japão. A gente tem todo respeito pelo Japão, pela cultura, pelo judô. É uma sensação muito boa, uma vibração diferente (estar na Budokan). Agora, é um sentimento de dor que não sei quando vai reverter, porque é todo um esforço de uma vida para estar aqui.” 

Essa foi a primeira participação olímpica de Gabriela Chibana competindo. Em Londres 2012 e no Rio 2016 ela integrou a delegação como atleta de apoio, ajudando na preparação das titulares olímpicas. Em 2020, Chibana sofreu uma lesão ligamentar no joelho e precisou passar por cirurgia, além de um longo processo de recuperação. Superando-se em cada treinamento e competição desde então, ela conseguiu a classificação olímpica com a última vaga direta após o Mundial de Budapeste, deste ano, e carimbou o passaporte para Tóquio.  

Gabi é a segunda integrante da família Chibana que representa o Brasil em Jogos Olímpicos. Em 2016, seu primo, Charles, foi o meio-leve do Brasil nos Jogos do Rio.  

Takabatake luta bem, mas para em campeão do Masters 

Eric, que também era estreante em Olimpíadas, venceu Soukphaxau Sithisane, do Laos, com dois waza-ari (ippon) em sua primeira luta na Nippon Budokan. Nas oitavas-de-final, ele precisaria passar pelo sul-coreano Won Jin Kim, número 9 do ranking mundial e atual campeão do World Masters Doha 2021.  

Em luta equilibrada, Eric levou duas punições nos primeiros minutos, mas não recuou. Defendeu-se das entradas do coreano e levou o combate ao tempo extra. O brasileiro chegou a jogar Kim, em lance que precisou de revisão da arbitragem de vídeo. A mesa não deu o waza-ari e, em seguida, Kim encaixou uma combinação de técnicas de perna para projetar o brasileiro por ippon e encerrar o combate.  

“O coreano era um dos favoritos aqui. Apesar de ter perdido, eu já tinha feito duas lutas boas com ele e eu estava bem confiante, preparado para fazer até 10 minutos de golden score se fosse preciso. Ele começou bem, me forçou duas punições. Depois eu quase joguei ele, e ele quase me jogou, foi uma luta bem aberta”, detalhou Takabatake. “Mas, judô é um esporte que em um segundo muda tudo. Agora é engolir isso hoje e torcer amanhã pela equipe que ainda tem bastante gente para lutar e estou bastante confiante nessa equipe, a gente vai trazer medalha”, projeta.   

Apesar da derrota precoce, Eric valorizou muito a oportunidade de participar dos Jogos Olímpicos pela primeira vez em sua carreira. Em 2016, ele lutou pela vaga até o último momento com Felipe Kitadai e não conseguiu se classificar. Para 2020, Eric buscou dar a volta por cima e manteve-se bem ranqueado ao longo do ciclo para garantir, finalmente, sua vaga e realizar o sonho olímpico. Experiência que ele levará para sempre.  

“Eu lutei aqui em 2019, no Mundial, mas é outra competição, um clima diferente. Pode não parecer, mas eu não fiquei nervoso nenhuma hora. Eu estava muito feliz de estar aqui. Só pensava nisso, que eu estava numa Olimpíada. Só quem lutou mesmo, só quem pisou ali sabe como é. Tudo eu vou levar como um sonho. Desde o momento que fui aclimatar em Hamamatsu, até pisar na Vila, todo dia era um sonho. Isso aqui para mim é onde eu sempre quis estar, meu parque de diversões”, brincou.  

Segundo dia tem Larissa Pimenta e Daniel Cargnin no tatame 

No segundo dia de Jogos Olímpicos o judô brasileiro terá, novamente, mais dois estreantes: Larissa Pimenta e Daniel Cargnin, ambos formados nas categorias de base da seleção brasileira, com resultados expressivos nos Mundiais Sub-21.  

Cargnin estreará contra o egípcio Mohamed Abdelmawgoud, enquanto Pimenta encara Agata Perenc, da Polônia. As preliminares começam sempre às 23h (Brasília) e as finais a partir das 5h da manhã (Brasília).  

Acompanhe a cobertura de todas as lutas dos brasileiros em tempo real pelo Twitter @JudoCBJ 





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