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10/09/20 09:23

Primeiro título mundial do Judô brasileiro completa 15 anos

Em 10 de setembro de 2005, João Derly colocou o Brasil no topo do mundo, vencendo o então campeão olímpico Masato Uchishiba, do Japão, na final do Mundial do Cairo, no Egito

Foram três ataques seguidos em apenas quarenta segundos de luta. Um atropelo. Em 10 de setembro de 2005, o brasileiro João Derly não se intimidou diante do então campeão olímpico, Masato Uchishiba, na final do peso meio-leve (66kg) do Campeonato Mundial de Judô, no Cairo, Egito, e venceu a luta por ippon, colocando o judô brasileiro, pela primeira vez, no topo do mundo. Quinze anos depois de tornar-se o primeiro campeão mundial de judô do Brasil, João ainda mantém guardado na memória aquele dia especial nos mínimos detalhes.  

“Foi um dia inesquecível na minha vida. Lembro dos cheiros, dos sentimentos, o arrepio, o friozinho na barriga, o olhar. Lembro até hoje daquele momento na minha vida que foi algo, assim, para coroar uma história de lutas e dificuldades”, resumiu o judoca em entrevista, nesta semana, ao podcast “Rumo ao Pódio”, do globoesporte.com. 

E aquele ano foi, de fato, a redenção de Derly. Em 2004, ele havia ficado fora dos Jogos Olímpicos de Atenas depois de passar por um processo doloroso de transição de categoria, subindo do ligeiro (60kg) para o meio-leve (66kg). O Mundial do Cairo foi seu primeiro grande teste no novo peso e deu certo. 

Na preparação para o Mundial, João participou de um treinamento de campo na Espanha, onde teve uma prévia do encontro com Uchishiba.  

“Ele nunca treinava comigo. Até que, num dos últimos dias, aceitou. E eu dei seis ippons seguidos nele. Então, ele pediu para treinarmos de novo e eu consegui mais ippons”, contou o brasileiro à Judô em Revista, na edição de abril de 2015. “O técnico da seleção me alertou que ele estava me estudando. Mas, ali, eu percebi que o meu jogo encaixava com o dele e eu tinha chance de vencer.” 

O técnico da seleção brasileira naquela época era Luiz Shinohara, hoje coordenador da seleção masculina. Ele também se lembra bem daquele 10 de setembro no Egito, quando viu de pertinho a performance histórica de Derly.    

“Nesse dia, o João era e foi imbatível”, crava Shinohara. “Nos momentos que antecederam à final, na área de aquecimento, era visível na fisionomia do João uma postura que transmitia muita confiança. Estava no olho dele. Ao contrário do adversário que, em vários momentos, demonstrava estar muito ansioso, pressionado e preocupado com a luta. Foi uma final inesquecível. Com três ações, jogando nas três, ele finalizou a luta de uma forma muito rápida.”  

Legado  

Depois do ouro de João Derly em 2005, o Brasil conquistou outros seis títulos mundiais. A dobradinha de João, em 2007, ao lado dos títulos de Tiago Camilo e Luciano Corrêa no mesmo ano, além do ouro de Rafaela Silva, em 2013, e do bi de Mayra Aguiar, em 2014 e 2017.  

“Ver, hoje, a potência em que o judô brasileiro se transformou me faz sentir muito orgulho de fazer parte dessa história e de ter aberto as portas para que o Brasil viesse a conquistar tantas outras medalhas de ouro em Mundiais. Tendo ainda o Rio Grande Sul, o meu clube, Sogipa, com o primeiro homem e a primeira mulher (Mayra Aguiar) a conquistar dois títulos mundiais”, reconhece Derly. 







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