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08/08/16 09:47

Rafaela Silva faz história e é campeã dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Brasileira derrotou a mongol Sumyia Dorjsuren na disputa pelo ouro e se tornou a primeira judoca brasileira campeã olímpica e mundial

O judô brasileiro tem uma nova estrela e o nome dela é Rafaela Silva. Aos 24 anos, a carioca da Cidade de Deus se consagrou no "quintal" de Casa na tarde desta segunda-feira, 08, ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Com o triunfo, Rafaela se tornou o maior nome do judô brasileiro, sendo a única judoca campeã mundial júnior, sênior e campeã olímpica. 

Para subir no lugar mais alto do pódio, Rafaela teve uma manhã brilhante na Arena Carioca 2, enfileirando adversárias. Concentrada e motivada pela torcida carioca que "fez a arena tremer", como contou após as lutas, Rafaela não precisou de mais do que 46 segundos para despachar a alemã Miryam Roper com dois waza-aris (ippon). No segundo combate, ela derrotou a sul-coreana Jandi Kim com um wazari e ganhou confiança para as quartas de final.

"Essa era uma luta que eu sabia que seria mais complicada, mas eu já tinha a estratégia para enfrentar essa coreana. Quando passei por ela, vi que a medalha estava mais próxima", conta. 

O duelo das quartas-de-final faria Rafaela reviver a dolorosa eliminação em Londres contra a mesma adversária, a húngara Hedvid Karakas. 

"Eu fiquei pensando no que aconteceu em 2012 e que eu não poderia deixar que acontecesse de novo aqui, na minha casa", relembra. 

E não aconteceu. Com um waza-ari a um minuto do fim da luta, a brasileira controlou a disputa e se classificou para a semifinal, onde a adversária da vez seria a romena, vice-campeã olímpica em 2012, Corina Caprioriu. Foram sete minutos de luta equilibrada e a vitória só veio com um waza-ari da brasileira no golden score, levando o público à loucura com a classificação à grande final.

Na outra semi, Rafaela viu a atual campeã olímpica, Kaori Matsumoto, do Japão, cair de ippon para a mongol Sumyia Dorjsuren, líder do ranking, mas manteve o foco e entrou para a grande final determinada a sair dali com o ouro.  

Na decisão, ela entrou agressiva e já forçou uma punição à mongol, que em seguida empatou o placar nos shidos (1 -1). Com um minuto de luta, Rafaela encaixou o golpe, o árbitro central deu wazari, mas a mesa quis revisar a técnica. Rafaela havia utilizado o cotovelo para projetar a mongol. O drama de Londres parecia se repetir, mas, dessa vez, o golpe foi validado, uma vez que ela já havia estabelecido kumikata no momento da execução. Tática, Rafaela administrou a vantagem até desabar em lágrimas, com os braços abertos, o alívio da vitória e o ouro garantido, tornando-se a primeira e única judoca brasileira campeã mundial júnior, sênior e campeã olímpica. Uma conquista que, para ela, representou uma reposta à covardia que sofrera em Londres, quando sofreu insultos racistas nas redes sociais após sair derrotada. 

"Disseram que eu era uma vergonha para minha família, que eu não tinha capacidade de estar numa Olimpíada, que era para eu estar numa jaula. E agora posso mostrar para as pessoas que me criticaram que eu posso estar entre as melhores da minha categoria e que eu posso dar alegrias para a minha família."

Alex Pombo também lutou nesta segunda-feira, 08, mas não passou da primeira luta contra o chinês Saiyinjirigala, que pontuou com um yuko a 4 segundos do fim do combate.   

Galeria de imagens Judô Rio 2016


Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ





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