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29/11/11

O Estrategismo brasileiro no contexto internacional

O Judô brasileiro, por meio do Departamento de Estrategismo na área de Gestão do Conhecimento voltado ao Esporte, está se tornando modelo no que tange a utilização de recursos tecnológicos associados a performance. Nos últimos torneios de 2011, foi observado que algumas tendências metodológicas estão servindo como base que inspiram a propagação de inovações na área. Outro achado foi que os modos de interação e interpretação do método simplificado de análise de lutas na relação tríade Atleta - Técnico - Estrategista desenvolvido pelo Brasil vêm influenciando as linhas asiáticas sobre a utilização da tecnologia visual durante competições internacionais de Judô.

 

Em reunião realizada na sede do Campeonato Mundial Júnior na Cidade do Cabo na África do Sul, que contou com os países referências da área (Brasil, Japão e Grã-Betanha), detectou-se que cada nação utilizava antes de 2010 estruturas sem parâmetros científicos. Nas Américas, vídeo-coaches do Canadá e EUA relataram, durante o Campeonato Pan-Americano em Guadalajara 2011, que se espelhavam no modelo brasileiro que utiliza a base japonesa de Nonaka e Takeuchi (Hitotsubashi Univesity) e Lee (Institute of Information Science, Academia Sinica, Taiwan) da Gestão do Conhecimento para levar aos atletas a informação, planos táticos e estratégia para conquistar melhores resultados, além de processos específicos de organização de acervo de acordo com parâmetros da Arquivologia.

 

O trabalho iniciado antes dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 vem ganhando novas formas e, a cada semestre, une novos elementos teóricos ao suporte do Departamento de T.I. da CBJ, que corrobora para que se renove a estrutura tecnológica para acompanhar a evolução deste campo. Para os Jogos Olímpicos de Verão - Londres 2012, elaborou-se um consórcio técnico-científico entre os seguintes países: Brasil, França, Inglaterra, Alemanha e Japão coordenando as ações realizadas entre outros países com EUA, Canadá, Coréia-do-Sul, China, Holanda e Rússia. Pode-se sintetizar que na parte coordenativa do consórcio, o Japão tem apoiado com a tecnologia, França com a parte técnica, Inglaterra com o espaço físico e o Brasil com a mão de obra e a Gestão do Conhecimento, operacionalizando a relação com as outras nações junto com a França.

 

A visão que outros países possuem é de um centro de informação de video-coaches (técnicos de vídeos) para o desenvolvimento desta área, diferentemente do Brasil que adotou uma visão estratégica que parte do conhecimento tácito ao científico respeitando as opiniões de técnicos e atletas no que tange a alterar constantemente o processo de modo a atender as demandas que estes sentem como necessárias para evoluir a performance e a busca por resultados. Atualmente, a utilização de recursos auxiliares na preparação de atletas, seja esta física, técnica ou tática tem utilizado a tecnologia como grande associada para a busca de uma melhor performance.

 

A inovação tecnológica tem oferecido avanços no que tange a evolução dos métodos de treinamento. Recentemente, em um investigação em desenvolvimento, comprovou-se que cerca de 86% dos atletas de alto rendimento de Judô utilizam o video-scouting antes de uma competição e cerca de 94% fazem uso da mesma metodologia durante eventos internacionais (Mataruna e DaCosta, 2010). Na corrida pelos resultados, o detalhe faz a diferença e o Estrategismo acrescenta justamente com olhar externo (eletrônico ou humano) para complementar a preparação dos atletas, ou seja, este segmento vem a somar com todas as outras áreas que são extremamente importantes para deixar os competidores brasileiros prontos para os combates.

 

Para citar parte deste artigo ou na íntegra, utilize a seguinte referência respeitando o direito autoral:

 

MATARUNA, Leonardo. O Estrategismo brasileiro no contexto internacional. Blog do Estrategismo. Publicado em 29 de novembro de 2011. Rio de Janeiro: CBJ, 2011.







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