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31/12/1969 21:00:00

Treinadores da seleção brasileira realizam debate com técnicos do Sub 21

Atividade buscou analisar as dificuldades dos atletas brasileiros nas competições internacionais e buscar soluções em conjunto

Treinadores da seleção brasileira realizam debate com técnicos do Sub 21

Os treinadores das 26 Federações Estaduais que estiveram presentes no Campeonato Brasileiro Sub 21 participaram de uma atividade diferente no tatame montado no Eco Hotel do Lago, em Campo Grande, durante o Treinamento de Campo. Como parte da programação específica para os professores, os técnicos Douglas Vieira, da seleção masculina Sub 21, Andrea Berti, da seleção feminina Sub 21, Douglas Potrich, da seleção masculina Sub 18, e Danusa Shira, da seleção feminina Sub 18; além do gestor das equipes de base, Kenji Saito, conversaram com os técnicos a respeito das dificuldades encontradas pelos atletas brasileiros em competições fora do Brasil.

“A ideia é que a gente coloque essas questões e que converse com os técnicos para que a gente possa melhorar juntos. Afinal, a nossa preocupação é em desenvolver esses talentos. E não há outra forma de fazer isso senão trabalharmos cada vez mais em conjunto. Não adianta a gente passar as orientações para os atletas  se eles não trabalham esses pontos em seus clubes”, disse Kenji Saito.

Os pontos expostos foram divididos em algumas áreas gerais. Nas questões físicas e psicológicas foram destacados a diferença de força entre brasileiros e estrangeiros, a necessidade de incentivar os atletas a acreditar mais neles desde a primeira luta e de não diminuírem o ritmo de luta e partir pra defesa quando começam ganhando.

“Até por causa da genética, os nossos atletas são bloqueados tecnicamente porque não consegue se impor na força. Precisamos melhorar na parte de preparação física”, disse Andrea Berti.

Nas questões técnicas, táticas e estratégicas o técnicos das seleções de base foram destacados fatores como não ir tão diretamente na pegada, de trabalhar diferentes tipos de pegadas, estudar os adversários para saber a melhor forma para atacar e não só defender, estudar as regras para saber como usá-las a seu favor, melhorar a forma de aquecimento e treinar técnicas diferentes para ter mais variações de golpes.

“Todo campeão olímpico tem, pelo menos, dois tipos de pegado e quatro golpes fortes em cada uma delas. Então, temos que nos aprimorar nisso”, disse Douglas Vieira.

Logo depois da explanação dos pontos, os técnicos foram convidados a colocar as situações que eles acham que deveriam melhorar e o que pensavam como solução para os mesmos. O debate foi intenso e a clínica durou quase duas horas. 

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