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26/07/2021 04:50:26
Tóquio 2020

Técnica da seleção brasileira de judô, japonesa Yuko Fujii comemora primeira medalha em casa

Comandante da equipe masculina se emocionou com bronze de Daniel Cargnin e projetou mais resultados para o Brasil nos Jogos Olímpicos

Técnica da seleção brasileira de judô, japonesa Yuko Fujii comemora primeira medalha em casa
Yuko Fujii orienta Daniel Cargnin nos Jogos Olímpicos. Foto: Gabi Juan

No segundo dia de disputas do Judô nos Jogos Olímpicos de Tóquio, três japoneses conquistaram as tão sonhadas medalhas olímpicas. Sim, três. Os irmãos Abe foram imbatíveis e levaram os ouros das duas categorias em disputa no dia. A terceira veio com a técnica Yuko Fujii, japonesa treinadora da seleção masculina do Brasil que esteve ao lado do brasileiro Daniel Cargnin, bronze no meio-leve masculino.  

"Desde 10 anos, eu sempre lutei aqui. Tenho muitas lembranças. Ver o nosso atleta fazer o excelente campeonato que fez aqui é muito emocionante", disse referindo-se à histórica arena Nippon Budokan, construída em 1964 para a primeira aparição do judô no programa olímpico. 

Yuko é de Nagoya e veio de mala e cuia para o Brasil em 2012 com o objetivo de trabalhar os fundamentos básicos do judô com os atletas brasileiros. Em 2018, depois de participar dos Jogos do Rio como técnica assistente, ela assumiu o comando técnico da seleção masculina ao lado do coordenador Luiz Shinohara. O desafio era conduzir a renovação da equipe olímpica para os Jogos de Tóquio. O primeiro objetivo de classificar atletas em todas as sete categorias de peso foi alcançado ao final do ranqueamento olímpico. O próximo passo, então, era concretizar os potencias medalhistas em reais medalhistas.   

"Inicialmente, nosso trabalho era fortalecer os fundamentos e potencializar o jogo brasileiro. Mas só com isso não conseguíamos medalhar nas competições internacionais. Discutimos e conversamos bastante para conscientizar os atletas, e sempre buscamos estimular treino e trabalho muito competitivos. Sempre que saíamos do Brasil nesse momento difícil da pandemia, mesmo com toda dificuldade, nossa equipe conseguia ganhar mais experiência, e nossos atletas sempre traziam coisas boas, mantendo o nível de treinos no Brasil aumentando a competitividade. Deu certo, e é agora que tenho certeza disso”, afirmou após se emocionar com a conquista do bronze de Daniel Cargnin (66kg). 

Se durante o ciclo, os resultados custaram a sair, em Tóquio eles vieram no momento certo. Logo no segundo dia de competição, com um atleta recém-saído das categorias de base que representa o sucesso da renovação do judô brasileiro.  

“Nos momentos difíceis e nos momentos bons eu sempre acreditei nos nossos atletas. Não só eu. Toda a a comissão. O Daniel lutou muito hoje. A minha mensagem era que ele lutasse por ele mesmo e ele fez isso. Fiquei muito feliz”, celebrou sem esconder a emoção. “Aqui, eu não falei nada para ele. Ele já sabia o que tinha que fazer. Isso me deixou muito feliz, porque meu objetivo era fazer o atleta independente. Vejo que nosso trabalho foi certo e vai sair mais coisa boa”, projetou. 

O Brasil ainda tem outras quatro chances de medalhas nas chaves masculinas. Nesta terça, Eduardo Katsuhiro caiu na primeira rodada para Guillaume Chaine, da França, e não avançou na chave. Nos próximos dias, lutarão Eduardo Yudy Santos (81kg), Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (100kg) e Rafael Silva (+100kg).

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