Sem preocupação exagerada, equipe masculina se prepara para manter domínio no continente
Na última edição do Pan, em Guadalajara 2011, homens foram responsáveis pelos seis ouros do judô na competição.
Em termos continentais, o judô masculino tem sido soberano nos últimos anos. Nos últimos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara há quatro anos, foram seis ouros e sete medalhas. Já no último Campeonato Pan-Americano, em abril deste ano, em Edmonton, no Canadá, foram cinco ouros e oito medalhas. Considerando que são sete categorias de peso, o domínio fica evidente. Mas para os atletas que estão se preparando para os Jogos Toronto 2015, o bom retrospecto não é uma pressão a mais.
“O judô brasileiro é uma potência dentro do continente. Então, ter um bom desempenho no Campeonato e nos Jogos Pan-Americanos é natural. Eu procuro focar só em mim, no meu resultado e buscar o meu ouro. E assim o resultado da equipe vai chegar”, disse David Moura, ouro em Edmonton entre os pesados, a única categoria que não faturou ouro em Guadalajara.
“A CBJ traçou como meta trazer sete medalhas no masculino, independentemente da cor dela. Então, acho que não existe essa preocupação. Sei que pelas medalhas que conquistei, virei alvo. Mas é essa é minha motivação: seguir vencendo”, disse o ligeiro Felipe Kitadai, ouro em Guadalajara e dono de outros cinco títulos em Campeonatos Pan-Americanos.
Além dos dois, a equipe masculina conta com os experientes Tiago Camilo e Luciano Correa, que estão indo para o terceiro Jogos Pan-Americanos juntos, e os estreantes Charles Chibana, Alex Pombo e Victor Penalber. Mesmo para quem vai participar de seu primeiro Jogos, a expectativa é positiva.
“Logicamente que é uma competição diferente por ter diversas modalidades envolvidas, é algo diferente. Mas tenho tido um bom retrospecto contra os principais adversários do continente e estou bem tranquilo para fazer meu papel e buscar esse ouro”, disse Alex Pombo, atual bicampeã pan-americano (Guayaquil 2014 e Edmonton 2015).
Para os técnicos, a preocupação foi potencializar as ações dos brasileiros que têm dado certo e estudar os principais adversários em cada categoria para evitar qualquer tipo de surpresa. Entre os estudados estão os equatorianos Lenin Preciado (60kg) e Freddy Figueroa (+100kg), o mexicano Isao Cardenas (90kg), o norte-americano Travis Stevens (81kg), o argentino Emanuel Lucenti (81kg), os canadenses Sérgio Pessoa (60kg) e Antoine Buchard (66kg), e os cubanos Magdiel Estrada (73kg), Ivan Moralez (81kg), Asley Gonzalez (90kg), Jose Armenteros (100kg) e Alex Garcia Mendoza (+100kg).
“O judô brasileiro é referência nas Américas. Tem o objetivo de sempre chegar ao pódio, de disputar medalhas. Mas a equipe amadureceu bastante nos últimos anos, mesmo os mais jovens como Chibana e Penalber, rodaram bastante, tem dois Mundiais no currículo. Temos o Tiago e o Luciano que trazem uma experiência importante, o Jun (Luiz Shinohara, três vezes medalhista em Jogos) com toda a sua história vitoriosa da competição. Ou seja, temos elementos pra combater essa ansiedade e estamos trabalhando para que as coisas aconteçam naturalmente”, disse Fulvio Miyata, técnico da equipe masculina ao lado de Shinohara.
A competição de judô nos Jogos Pan-Americanos começa no dia 11 de julho e o primeiro a competir será Felipe Kitadai.