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12/09/2015 19:13:01
Seleção Brasileira - Principal

Rogério Sampaio conta que treinou contra 30 judocas ao mesmo tempo antes do ouro olímpico

Judoca revelou bastidores de sua preparação para os Jogos de Barcelona 1992 em entrevista ao documentário "O Esporte (ponto final)".

Rogério Sampaio conta que treinou contra 30 judocas ao mesmo tempo antes do ouro olímpico

O último treino antes da glória olímpica em Barcelona, em 1992, foi um momento especial, talvez decisivo para o judoca Rogério Sampaio, um dos três campeões olímpicos do judô brasileiro ao lado de Aurélio Miguel e Sarah Menezes. Em entrevista ao documentário "O Esporte (ponto final)", da Gaia Produções, Sampaio conta como foram os bastidores daquela conquista e como treinou o físico e o psicológico antes de encarar seu maior desafio. 

"Coloquei entre 25 e 30 alunos que eu tinha na minha academia na época e só eu estava no meio. Eles vinham descansados e eu vinha acumulando aquele cansaço e eles se revezavam a cada um minuto, um minuto e meio. Quando eles descansavam vinham os outros e eu fiquei treinando com esses alunos jovens e adultos, alguns da minha idade por 1h17 em um ritmo intenso. Me lembro que quando acabou eu estava no meu limite emocional e essa era a intenção, porque a luta, mesmo em um tempo menor, a intensidade é tão alta que, às vezes, quando a luta é muito equilibrada, tem uma hora que acaba tudo. Acaba a parte física, a parte técnica e fica só a parte emocional. Só um coração ali dentro", relembra.

Ao final da maratona, Rogério conta que não segurou as lágrimas, num momento de cansaço e reflexão, em que pensou em todo o esforço que fizera para realizar seu sonho de disputar os Jogos.

"Após essa 1h20 de treinamento eu me lembro que fui pra janela da academia e fiquei 5 minutos sozinho, chorando e pensando que eu iria pra Olimpíada", recorda. "O dinheiro que eu ganhava mensalmente era muito pequeno. Era uma outra época. Eu estava com 25 anos e numa situação financeira difícil. Eu ia lutar a Olimpíada com um quimono emprestado. Os quimonos que eu tinha eram todos velhos, rasgados, e eu queria um bacana para me apresentar e eu tive um aluno que me emprestou um quimono Mizuno novo. Eu pensava nisso tudo. E, ao mesmo tempo, pensava que mesmo com todas essas dificuldades, ainda assim, ia disputar os Jogos Olímpicos. Que valia muito a pena e a realização de um sonho.  Aqueles cinco minutos de choro foram para equilibrar e organizar todo aquele pensamento", finalizou emocionado.

O vídeo completo pode ser acessado neste link: http://www.esportepontofinal.com.br/?p=600

Foto: reprodução Facebook Esporte (ponto final). 

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