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16/12/2025 09:58:00
Seleção Brasileira - Transição

Retrospectiva Judô Brasil 2025 — Ano das categorias de base tem campanhas históricas nos Mundiais Cadete e Júnior

Equipes sub-18 e sub-21 levaram quase 200 medalhas internacionais ao longo da temporada e mostraram a força da nova geração do judô brasileiro

Retrospectiva Judô Brasil 2025 — Ano das categorias de base tem campanhas históricas nos Mundiais Cadete e Júnior

A temporada 2025 dos jovens atletas da Seleção Brasileira Cadete e Júnior de Judô foi marcada por conquistas internacionais e campanhas históricas. Ao longo do ano, eles trouxeram o impressionante número de 192 medalhas, incluindo 11 em Mundiais, e ainda quebraram alguns tabus que perduravam sobre o judô brasileiro.


Os feitos reafirmaram, ainda mais, a posição do Brasil como uma das principais potências mundiais da modalidade e celeiro de novos talentos, além de evidenciar o resultado do trabalho integrado entre a comissão técnica da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), os clubes e as Federações Estaduais de todo o país.


Confira como foi o ano das equipes:


Cadete fecha o ano com 57 medalhas


Na classe Cadete, destinada aos atletas sub-18, a Seleção Brasileira de Judô participou de cinco competições internacionais ao longo do ano e trouxe 57 medalhas.


No Campeonato Mundial, a mais importante delas, cinco atletas subiram ao pódio, com direito a Clarice Ribeiro (-48kg) se tornando a primeira tricampeã mundial cadete entre judocas de todo o mundo. Além dela, Clarisse Vallim (-70kg) também foi campeã, enquanto Arthur Bonato (-50kg) levou a prata, e Nicole Marques (-52kg) e Laryssa Fonseca (-63kg) duas medalhas de bronze.


O resultado marcou a melhor campanha da história do judô brasileiro na competição. Nunca antes o país havia garantido dois ouros em uma mesma edição.


Já partindo para as demais etapas internacionais, a Seleção faturou 17 medalhas no Campeonato Pan-Americano e Oceania, o que representou 100% de aproveitamento, e outras 36 em etapas de estágios internacionais. No International Masters Bremen e Thuringia Cup, ambos na Alemanha, foram 29, e na Copa Europeia de Bielsko-Biala, na Polônia, mais sete.


Para 2026, o processo de formação da equipe já começou na Seletiva Nacional. Os campeões de cada categoria confirmaram a convocação para a primeira ação internacional do ano, prevista para acontecer em fevereiro.


Júnior tem campanhas históricas em nível continental e mundial


Em 2025, a Seleção Brasileira Júnior seguiu os mesmos passos do Cadete e também trouxe resultados de destaque.


No Campeonato Mundial, os atletas sub-21 conquistaram seis medalhas e, de quebra, também a melhor campanha do Brasil na competição. Até então, a melhor havia sido em Bangkok 2008, com os ouros de Rafaela Silva e Sarah Menezes, a prata de Mayra Aguiar e o bronze de Camila Minakawa. Em Lima 2025, o resultado superou o de 17 anos atrás em termos qualitativos e quantitativos.


Nicole Marques (-52kg) e Jesse Barbosa (-90kg) foram ouro; João Segatelle (-90kg) prata; e Gyovanna Andrade (-57kg), Dandara Camillo (-78kg) e a Equipe Mista bronze.


Além disso, alguns tabus foram quebrados. Nicole faturou o primeiro ouro feminino brasileiro em um Mundial Júnior desde 2010, enquanto Jesse e Segatelle protagonizaram a primeira final mundial 100% brasileira, seja na classe cadete, júnior ou sênior. Eles também ganharam as primeiras medalhas do judô masculino do Brasil na competição após um hiato de seis anos.


Fora o Mundial, outra competição com destaque do judô brasileiro foi os Jogos Pan-Americanos Júnior, em Assunção, no Paraguai. Uma medalha de ouro nas disputas individuais valia a classificação direta para os Jogos Pan-Americanos Lima 2027, e o Brasil garantiu a bagatela de 11 das 14 possíveis, além de mais uma prata, dois bronzes e o ouro do evento por equipes mistas.


Ainda em âmbito continental, a Seleção levou 17 medalhas no Campeonato Pan-Americano e Oceania e outras 61 nas Copas Pan-Americanas do Rio de Janeiro e Panamá, classificatórias para Assunção.


Já na Europa, foram outros 35 pódios divididos em quatro etapas: 16 na Alemanha; 10 na Turquia; 7 novamente na Alemanha; e 2 na República Tcheca.


Para a classe júnior, o processo de 2026 também começou na Seletiva Nacional, onde os primeiros pontos do Ranking CBJ começaram a ser somados para a definição das primeiras convocações das próximas temporadas.


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