Quarteto albino brilha no Parapan de Jovens e se tornam esperanças do judô para 2020
Thiego Marques Silva, Gabriel Nascimento Silva , Luan Pimentel e João Marcos Sousa se tornam “irmãos” durante competição em São Paulo
A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que existam de 10 a 12 mil albinos no Brasil. O albinismo é uma mutação genética que inibe a produção de melanina, proteína responsável pela cor da pele e dos cabelos. Uma das consequências do distúrbio é a deficiência visual, característica que enquadra os albinos como deficientes de baixa visão.
Thiego Marques Silva (60kg), Gabriel Nascimento Silva (66kg), Luan Pimentel (73kg), e João Marcos Sousa (+90kg) não são parentes. Entretanto, nos últimos dias, o quarteto formou a "Família Albina" da seleção brasileira de judô para jovens. A união deu certo. Todos os quatro foram campeões em suas respectivas categorias nos Jogos Parapan-Americanos de São Paulo. Mais um motivo para as brincadeiras entre os próprios atletas.
“Achei engraçado essa coincidência de termos quatro albinos entre os sete judocas convocados para o Parapan. Brincamos que nós fundamos aqui a Associação Albina de Judô do Brasil”, disse o sul-matogrossense Luan Pimentel, ouro na categoria até 73kg.
“Nós quatro ficamos muito unidos porque temos muita coisa em comum. Por exemplo, treinamento no sol nós não podemos fazer, então vamos os quatro para a sombra. Andamos sempre juntos pelo CT, um auxiliando o outro. Me senti como se fôssemos parentes mesmo”, contou Thiego Marques Silva, natural de Parauapebas, quinto município mais populoso do Pará.
O ouro no Parapan de Jovens é um passo em direção aos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020.
*Texto baseado em matéria de Flávio Dilascio para o portal globoesporte.com. A reportagem original pode ser conferida na íntegra no link: http://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/quarteto-albino-brilha-no-parapan-de-sp-e-renova-esperancas-do-judo-para-2020.ghtml