Quando a tecnologia entra no tatame
Quando os judocas estão no tatame, as câmeras têm alvo certo. E não apenas as das emissoras de TV. Leonardo Mataruna, estrategistas da Confederação Brasileira de Judô há cinco anos, é responsável por registrar em vídeo lutas dos brasileiros e de deus adversários.
O acervo da CBJ para os Jogos Olímpicos de Londres conta com cerca de 12 mil lutas - cinco mil no feminino e sete mil no masculino. Os combates estão indexados por atleta, competição e ano. Pelo sistema, é possível identificar destros e canhotos e a principal técnica de cada judoca.
Para Londres, a CBJ terá à disposição um hotel a 400m da Arena ExCel, onde os técnicos e atletas poderão analisar os combates (mesmo os acontecidos no próprio dia) e estudar os adversários do bloco final. Ainda no tatame de aquecimento, ao longo da fase preliminar, é possível receber vídeos de atletas para traçar estratégias das próximas lutas.
"Para filmar a competição em Londres, precisamos adaptar algumas coisas, como o tamanho das câmeras e trocar o tripé por monopé, afim de atender às regras da organização", explica Leonardo Mataruna, que foi a Manchester no dia seguinte ao desembarque em solo inglês para buscar o HD com imagens do campeonato africano.
Apenas quatro atletas no masculino, e outros quatro no feminino, não estão contemplados no banco de imagens. São países como Ilhas Maurício, Burundi, entre outros que entraram como convidados pela Federação Internacional de Judô nos Jogos.