Nos bastidores, equipe multidisciplinar atuou para garantir as melhores condições aos judocas no Pan
Além da comissão técnica, seleção de judô contou com suporte de profissionais das áreas de nutrição, fisioterapia, psicologia, medicina esportiva e assessoria de imprensa na conquista das 10 medalhas pan-americanas
Os judocas brasileiros despediram-se de Lima na última terça-feira carregando na bagagem dez medalhas dos Jogos Pan-Americanos. As conquistas premiaram o esforço individual dos atletas, mas também são resultado do trabalho de um time de profissionais de diversas áreas que atuaram nos bastidores para deixar os judocas nas melhores condições física, psicológica e técnica.
Em trabalhao integrado com o Comitê Olímpico do Brasil, a Confederação Brasileira de Judô levou à Lima sua equipe multidisciplinar formada por profissionais das áreas de nutrição, medicina esportiva, fisioterapia e comunicação, além de contar com o suporte do Time Brasil na área de psicologia e logística ao longo do maior evento poliesportivo das Américas.
"Apesar de já ter participado de três edições de Jogos Pan-Americanos e Olímpicos, a experiência é sempre única. Sendo o maior evento esportivo das Américas, a gente pode sentir o gostinho dos Jogos Olímpicos e já testar a logística para 2020", apontou a nutricionista Roberta Lima cujo maior desafio em Lima foi o controle de peso dos atletas hospedados na Vila Pan-Americana e ajustar a alimentação dos judocas ao horário incomum da competição, que começava após o almoço.
Na área de fisioterapia, os atendimentos foramcomandados pelo estreante em Jogos Pan, Ricardo Amadei. Ele integra o grupo de fisioterapeutas da CBJ que se revezam ao longo do ano em competições internacionais e treinamentos de campo, atuando de forma preventiva e em tratamentos diários com os atletas da seleção.
"Na competição, preparamos as bandagens funcionais para estabilidade articular, além da fisioterapia funcional direcionada para o judô. E, após os combates, realizamos um trabalho regenerativo para recuperar o atleta para as próximas lutas e treinos", descreve. "Nas lutas, nosso tempo é bem curto e temos que agir de forma rápida e eficiente", conclui.
Durante a competição, tanto o fisioterapeuta, quanto a nutricionista ficam na área de aquecimento para atendimentos pontuais, como suplementação, hidratação, bandagens, massoterapia entre uma luta e outra. Apenas o médico da delegação é autorizado a entrar na área de combate ao lado do técnico e do atleta para ação imediata no tatame em caso de lesão durante a luta.
Em Lima, essa função ficou a cargo do doutor Rodrigo Furtado que, além da atuação nas lutas, foi também responsável pelo processo de avaliação laboratorial e física de todos os atletas antes do Pan, pelo suporte medicamentoso aos judocas com pequenas intercorrências médicas durante o Pan, por acompanhar os atletas elegíveis ao controle de dopagem e ele ainda participou de plantões médicos com a equipe do Time Brasil na Vila ajudando nos atendimentos de atletas de outras modalidades.
A comunicação da CBJ também atuou in loco no ginásio Polideportivo 1 de Videna na cobertura jornalística do Pan para os canais de comunicação oficiais da CBJ, além do suporte aos atletas em entrevistas em estúdios e na zona mista.
Todo esse esforço coletivo, integrado ao trabalho de preparação técnica conduzido pelos treinadores Yuko Fujii e Mario Tsutsui, e liderado pelo chefe de equipe Ney Wilson Pereira ao lado da sub-chefe de equipe, Katherine Campos, contribuíram para o resultado final do judô brasileiro em Lima que finalizou a campanha com cinco medalhas de ouro, uma de prata e quatro de bronze.