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01/09/2012 00:00:00
Competições Nacionais

Medalhista de mundial Sub 20 é campeã do Brasileiro de Veteranos

Medalhista de mundial Sub 20 é campeã do Brasileiro de Veteranos

No dia 6 de novembro de 1994, a judoca Gabriela Garcia entrou para a história do judô feminino ao ser vice-campeã mundial Sub 20, no Egito. Dezoito anos depois, Gabriela voltou a subir no pódio e fazer o que mais gosta, que é estar de quimono lutando judô. Aos 34 anos, os sonhos de Gabriela são mais concretos do que o da menina que ainda juvenil foi medalhista num mundial junior.

A alegria da conquista internacional foi rapidamente trocada por um vazio e tristeza muito grandes. Pouco tempo após a campanha vitoriosa no mundial Sub 20 de 1994, Gabriela sofreu o maior ippon de sua vida: a perda de sua mãe.

“Fiquei tão deprimida que não conseguia ter vontade de lutar. Por conta disto, só consegui me erguer quando já estava na categoria sênior. Aí ficou tarde para correr atrás de um lugar na seleção brasileira”, diz Gabriela, sem nenhuma mágoa da opção que fez e com ótimas lembranças daquele mundial de 94. “Lembro que o Branco Zanol me ajudou muito no lado psicológico e me deu várias dicas, além de ter visto o Carlos Honorato também ser medalhista”.

Quando voltou ao judô, Gabriela resolveu retribuir o que ganhou com o esporte atuando como voluntária no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na cidade de São Paulo. Aprovada recentemente em um concurso público da prefeitura da capital paulista, Gabriela agora espera um convite para voltar ao Centro Olímpico e seguir atuando no judô.

“A maior lição que o judô me deu foi que sempre é possível levantar. Mesmo que seja tarde. Demorei a me render às competições de veteranos, mas confesso que a experiência foi muito boa”, diz Gabriela, que foi campeã na categoria pesado F1. 

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