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16/03/2018 12:14:57
COB

Mario Tsutsui e Kiko Pereira são eleitos pelo COB técnicos do ano em modalidades individuais

O treinador da seleção brasileira de judô e o treinador da Sogipa serão homenageados na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico 2017, no próximo dia 28

Mario Tsutsui e Kiko Pereira são eleitos pelo COB técnicos do ano em modalidades individuais

Os melhores técnicos de 2017 em modalidades individuais no Prêmio Brasil Olímpico são do judô. Mario Tsutsui, treinador da seleção feminina brasileira, e Antônio Carlos Pereira, o Kiko, treinador da Sogipa, foram os escolhidos ao lado de José Roberto Guimarães (modalidades coletivas) pelo Comitê Olímpico do Brasil como técnicos do ano e serão homenageados no próximo dia 28 na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico. 

 

Nos esportes individuais, o COB buscou valorizar o trabalho conjunto das Confederações com os clubes. Na principal competição do judô no ano, o Campeonato Mundial em Budapeste, o Brasil conquistou cinco medalhas e a terceira colocação geral entre os países participantes. E Mayra Aguiar, atleta da Sogipa, foi o grande nome da equipe, conquistando pela segunda vez o título mundial. 

 

Mário Tsutsui entrou para a Seleção Brasileira de judô como treinador em 2006, com a equipe Júnior feminina. Seu trabalho na seleção se confunde com a trajetória da geração mais vitoriosa da história do judô feminino do Brasil. Era ele o técnico quando Sarah Menezes e Rafaela Silva, futuras campeãs olímpicas, conquistaram o título mundial Sub-20 em Bangkok, em 2008, e também quando Mayra Aguiar foi campeã mundial júnior, em 2010, em Agadir.  

 

Com o sucesso nas categorias de base, Tsutsui foi convidado a integrar a comissão técnica da equipe principal do Brasil em 2013 ao lado da técnica Rosicleia Campos, visando à preparação da seleção feminina para os Jogos do Rio 2016. Nesse ciclo olímpico, o judô feminino do Brasil se manteve entre as principais potências mundiais com destaque novamente para os títulos mundiais de Rafaela Silva (2013) e Mayra Aguiar (2014), culminando com as medalhas olímpicas das duas no Rio. Em 2017, mais um ano de glórias para o judô feminino, com o bicampeonato mundial de Mayra Aguiar e o bronze de Erika Miranda, em Budapeste. 

 

“Receber o Prêmio Brasil Olímpico deixa qualquer técnico bastante orgulhoso. Eu gostaria de dividir essa homenagem com todos os técnicos, porque sozinho não chegamos a lugar nenhum. São todos responsáveis pelas conquistas”, disse Mario Tsutsui, de 59 anos, que começou a praticar judô aos 12 anos, em Bastos (SP). “Nesse momento penso no meu primeiro professor e em todas as pessoas que passaram pela minha vida e me ajudaram a chegar onde cheguei”, comentou Tsutsui.

 

O ano de 2017 foi recheado de momentos inesquecíveis para Tsutsui. “O Campeonato Mundial, com o ouro da Mayra, a prata na final por equipes mistas e o Masters, com a vitória de Maria Portela, foram momentos que marcaram bastante. No Mundial por equipes, principalmente, quando enfrentamos a Rússia na semifinal. Era uma disputa crucial e procurei orientar uma das atletas que não ganhava da Rússia há muito tempo. Ela seguiu à risca e vencemos por 4 a 2. Foi determinante. Ali a gente vê que pode, de alguma forma, ajudar no êxito das atletas”, reconheceu o sensei, que foi técnico de Edinanci Silva, Tiago Camilo e Carlos Honorato, entre outros, em São Caetano do Sul (SP), clube onde obteve maior êxito e despontou no judô nacional. 

 

Mais conhecido como Kiko, Antonio Carlos Pereira trabalha na Sogipa, clube que revelou uma série de medalhistas olímpicos e mundiais, como Mayra Aguiar, Ketleyn Quadros, Felipe Kitadai e João Derly.  “Me sinto muito lisonjeado com o reconhecimento do COB. Queria destacar que esse título é fruto de um trabalho que os clubes fazem em parceria com a Confederação Brasileira de Judô. Sem essa parceria tão consistente, eu não estaria recebendo este prêmio. Vejo essa homenagem com muita felicidade. Tem um simbolismo, porque os clubes são o DNA do esporte brasileiro. São neles que nascem e se desenvolvem os talentos. Acho que o COB me homenageando, está homenageando a todos os clubes formadores de atletas olímpicos do Brasil”, comemorou Kiko, que elogiou a bicampeã mundial, que chegou na Sogipa aos 11 anos. Hoje, 15 anos depois, é um dos orgulhos do clube.

Os melhores técnicos de 2017 em modalidades 
individuais no Prêmio Brasil Olímpico são do judô. 
Mario Tsutsui, treinador da seleção feminina 
brasileira, e Antônio Carlos Pereira, o Kiko, 
treinador da Sogipa, foram os escolhidos ao lado de 
José Roberto Guimarães (modalidades coletivas) pelo 
Comitê Olímpico do Brasil como técnicos do ano e serão 
homenageados no próximo dia 28 na cerimônia do Prêmio 
Brasil Olímpico. 
Nos esportes individuais, o COB buscou valorizar o 
trabalho conjunto das Confederações com os clubes. Na 
principal competição do judô no ano, o Campeonato 
Mundial em Budapeste, o Brasil conquistou cinco 
medalhas e a terceira colocação geral entre os países 
participantes. E Mayra Aguiar, atleta da Sogipa, foi o 
grande nome da equipe, conquistando pela segunda vez o 
título mundial. 
 
Mário Tsutsui entrou para a Seleção Brasileira de judô 
como treinador em 2006, com a equipe Júnior feminina. 
Seu trabalho na seleção se confunde com a trajetória 
da geração mais vitoriosa da história do judô feminino 
do Brasil. Era ele o técnico quando Sarah Menezes e 
Rafaela Silva, futuras campeãs olímpicas, conquistaram 
o título mundial Sub-20 em Bangkok, em 2008, e também 
quando Mayra Aguiar foi campeã mundial júnior, em 
2010, em Agadir.  
 
Com o sucesso nas categorias de base, Tsutsui foi 
convidado a integrar a comissão técnica da equipe 
principal do Brasil em 2013 ao lado da técnica 
Rosicleia Campos, visando à preparação da seleção 
feminina para os Jogos do Rio 2016. Nesse ciclo 
olímpico, o judô feminino do Brasil se manteve entre 
as principais potências mundiais com destaque 
novamente para os títulos mundiais de Rafaela Silva 
(2013) e Mayra Aguiar (2014), culminando com as 
medalhas olímpicas das duas no Rio. Em 2017, mais um 
ano de glórias para o judô feminino, com o 
bicampeonato mundial de Mayra Aguiar e o bronze de 
Erika Miranda, em Budapeste. 
 
“Receber o Prêmio Brasil Olímpico deixa qualquer 
técnico bastante orgulhoso. Eu gostaria de dividir 
essa homenagem com todos os técnicos, porque sozinho 
não chegamos a lugar nenhum. São todos responsáveis 
pelas conquistas”, disse Mario Tsutsui, de 59 anos, 
que começou a praticar judô aos 12 anos, em Bastos 
(SP). “Nesse momento penso no meu primeiro professor e 
em todas as pessoas que passaram pela minha vida e me 
ajudaram a chegar onde cheguei”, comentou Tsutsui.
 
O ano de 2017 foi recheado de momentos inesquecíveis 
para Tsutsui. “O Campeonato Mundial, com o ouro da 
Mayra, a prata na final por equipes mistas e o 
Masters, com a vitória de Maria Portela, foram 
momentos que marcaram bastante. No Mundial por 
equipes, principalmente, quando enfrentamos a Rússia 
na semifinal. Era uma disputa crucial e procurei 
orientar uma das atletas que não ganhava da Rússia há 
muito tempo. Ela seguiu à risca e vencemos por 4 a 2. 
Foi determinante. Ali a gente vê que pode, de alguma 
forma, ajudar no êxito das atletas”, reconheceu o 
sensei, que foi técnico de Edinanci Silva, Tiago 
Camilo e Carlos Honorato, entre outros, em São Caetano 
do Sul (SP), clube onde obteve maior êxito e despontou 
no judô nacional. 
 
Mais conhecido como Kiko, Antonio Carlos Pereira 
trabalha na Sogipa, clube que revelou uma série de 
medalhistas olímpicos e mundiais, como Mayra Aguiar, 
Ketleyn Quadros, Felipe Kitadai e João Derly.  “Me 
sinto muito lisonjeado com o reconhecimento do COB. 
Queria destacar que esse título é fruto de um trabalho 
que os clubes fazem em parceria com a Confederação 
Brasileira de Judô. Sem essa parceria tão consistente, 
eu não estaria recebendo este prêmio. Vejo essa 
homenagem com muita felicidade. Tem um simbolismo, 
porque os clubes são o DNA do esporte brasileiro. São 
neles que nascem e se desenvolvem os talentos. Acho 
que o COB me homenageando, está homenageando a todos 
os clubes formadores de atletas olímpicos do Brasil”, 
comemorou Kiko, que elogiou a bicampeã mundial, que 
chegou na Sogipa aos 11 anos. Hoje, 15 anos depois, é 
um dos orgulhos do clube.
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