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29/08/2019 02:33:20
Seleção Brasileira - Principal

Maria Portela e Rafael Macedo estreiam com vitórias, mas param na segunda rodada do Mundial de Tóquio

Francesa e britânico impediram que brasileiros avançassem nas chaves do peso Médio nesta quinta-feira

Maria Portela e Rafael Macedo estreiam com vitórias, mas param na segunda rodada do Mundial de Tóquio

O judô brasileiro começou bem o quinto dia de Campeonato Mundial, em Tóquio. Estreando na Nippon Budokan, os médios Maria Portela e Rafael Macedo derrotaram seus primeiros adversários e avançaram para a segunda fase de suas chaves. Na segunda rodada, no entanto, não conseguiram repetir o desempenho e despediram-se precocemente do Mundial. 

Portela, que é a atual número 6 do mundo, chegou ao Mundial como cabeça de chave e derrotou com autoridade a croata Barbara Matic. Projetou para pontuar um waza-ari e, na transição ao solo, imobilizou a adversária por mais 10 segundos para assesgurar uma vaga nas oitavas. 

Na luta seguinte, a brasileira encarou a francesa Margaux Pinot, campeã europeia, buscou ataques, mas ficou pressionada por duas punições sofridas no tempo regulamentar. 
Portela ainda conseguiu fazer Pinot sofrer uma punição, mas a francesa derrubou a brasileira, marcando o waza-ari vencendor na "morte súbita".  

"Eu conheço muito bem essa francesa e acho que busquei muito mais a luta do que ela. Mas, é do esporte. Tem dias que as coisas não dão certo. Eu fiz o que poderia ter feito, mas não consegui andar na competição", avaliou Portela ao sair do tatami. 

Macedo enfrentou um chinês na primeira rodada e por muito pouco não liquidou o combate com um ippon. O golpe entrou potente, mas Hebilige Bu conseguiu girar o corpo o suficiente para pontuar um waza-ari para o brasileiro. Macedo manteve a postura e segurou a vantagem para avançar na chave. 

Em seu segundo combate, o brasileiro mediu forças com o britânico Max Stewart e foi surpreendido por um waza-ari a menos de 30 segundos do fim da luta. Ele ainda tentou uma reversão do golpe, mas a arbitragem de vídeo validou o ponto para o britânico.  

"A competição está em altíssimo nível, não tem luta fácil e está todo mundo muito bem preparado. Acredito que essa luta com o britânico estava muito travada, dfícil acertar o jogo. Na hora que ele entrou eu fiz um movimento para tentar um contra golpe, mas a arbitragem interpretou que foi iniciativa dele", explicou Macedo. "Agora é seguir em frente para tentar voltar aqui ano que vem e buscar uma medalha."

Popole Misenga defende o Time de Refugiados no Mundial

Outro "representante" do judô brasileiro também foi ao tatami da Nippon Budokan na madrugada desta quinta-feira. O congolês Popole Misenga, que desde 2013 vive como refugiado no Brasil, foi convidado pela Federação Internacional de Judô para lutar o Mundial sob a bandeira do Time de Refugiados Olímpicos, assim como nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Popole treina no Instituto Reação, clube da campeã olímpica Rafaela Silva, com o técnico Geraldo Bernardes, mentor da Rafa e do Flavio Canto, fundador do Reação.  

Em sua primeira luta no Mundial, Popole encarou o italiano Matteo Marconcini e desistiu do combate após a chave de braço aplicada pelo adversário. 

Com apoio financeiro da FIJ por meio do programa Solidariedade Olímpica, Popole Misenga tem mantido os treinamentos e tem ainda suporte para viagens. 

 

Foto: Roberto Castro / Rede do Esporte

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