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14/03/2013 01:32:41
Geral

Manoela Penna apresenta estratégia da assessoria de imprensa nos Jogos de Londres

Diretora de comunicação da CBJ ministra palestra no 1º Seminário de Comunicação e Marketing Esportivo promovido pelo Comunique-se

Manoela Penna apresenta estratégia da assessoria de imprensa nos Jogos de Londres

Manoela Penna, diretora de comunicação da Confederação Brasileira de Judô, foi a responsável por mostrar a mais de 80 profissionais e estudantes de comunicação e publicidade como funciona a cobertura da mídia nos esportes olímpicos. Ela apresentou o painel Desafio da Comunicação sem Chuteiras – Como falar de outros esportes no país do futebol com o “case” Judô e Paralímpicos nos Jogos de Londres 2012. O evento, que reuniu importantes profissionais de vários segmentos relacionados ao universo da comunicação e do marketing esportivo, teve como objetivo apresentar ideias, tendências e soluções dentro da cultura de consumo que permeia o universo da mídia e dos eventos esportivos.

\\\"O importante do estudo de caso da cobertura jornalística do judô em Londres 2012 é mostrar que a CBJ entregou muito conteúdo e recebeu de volta muita visibilidade\\\", disse.

Manoela começou a explanação fazendo a diferenciação entre as coberturas de mídia da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Mostrou que a primeira é muito maior do que a segunda por conta da lógica da imprensa que se baseia num fato fundamental: futebol vende e, com isso, cerca 90% da editoria de esportes dos jornais é voltada o esporte mais popular do Brasil. Contudo, o espaço dado a outros esportes nos cadernos esportivos está aumentando, especialmente em grandes eventos como Olimpíadas ou Mundiais.

Ainda de acordo com a experiência passada pela sócia-diretora da In Press Media Guide, dentro da cobertura esportiva, temos que dar atenção especial à segmentação do mercado. Pequenos veículos onlines e blogueiros são nichos muito valiosos se você pretende ter uma exposição massiva de uma marca ou esporte, como é o caso do judô. 

Entre os principais temas que costumam virar notícia nos grandes veículos no segmento de esportes estão os acontecimentos locais e/ou regionais – os outros são resultados, crises, ídolos e apelo social. Dentro dessa ótica, Sarah Menezes, judoca campeã olímpica, é um bom exemplo. Por causa dela, o SBT do Piauí viajou para a França para cobrir o desempenho dela no Mundial de Paris antes mesmo dela conquistar a medalha de ouro em Londres.

As soluções para buscar espaços são ter consciência desses problemas – especialmente que somos o país do futebol, ter criatividade e fazer uma comunicação integrada. Treinar a imprensa, fazê-la conhecer e entender a modalidade e mostrar para o atleta a importância da mídia também é fundamental. 

“No judô, por exemplo, fizemos um treinamento com os atletas novos na seleção principal para que eles continuem tratando a imprensa com cordialidade e mantenham a boa relação que criamos com a imprensa”, cometou.

Outra dica dada por Manoela é que o assessor de imprensa não pode perder o timing. É necessário saber como e quando se deve falar com a imprensa. Para o judô, o desafio em Londres 2012 era mostrar o potencial que o esporte tinha para conquistar medalhas mas sem deixar virar \\\"oba oba\\\". E isso só foi possível porque a assessoria trabalhou todo o tempo em conjunto com a comissão técnica e criou uma relação de cumplicidade também com atletas. Entre os exemplos dessa relação, podemos citar a definição da data de anúncio da convocação para os Jogos, o workshop realizado para os jornalistas antes dos Jogos, o contato com todos os comentaristas brasileiros do judô antes dos Jogos, preparação e logística da concentração em Sheffield, definição de que apenas dois dias de treinos seriam abertos para a imprensa para não atrapalhar o desempenho e também a produção de conteúdo próprio com cinegrafista e fotógrafo contratados pela CBJ. Tudo isso reforça a necessidade de uma estratégia bem definida.

Só nesse case foram mais de 251 reportagens de TV e mais de R$ 50 milhões em retorno de mídia espontânea nos veículos impresso. O judô e a Confederação foram citados em matérias multidisciplinares com temas como gestão, planejamento, dentre outros.

Outro estudo de caso apresentado foi do Comitê Paralímpico. No caso do judô a atuação era mais reativa. Na CPB precisamos ir atrás da imprensa. O desafio era incrementar a percepção da imprensa em relação à instituição e desenvolver o relacionamento do Comitê com os meios de comunicação. O principal recurso utilizado foi a agência de notícias que produziu 135 textos e 828 fotos, o que gerou mais de 500 milhões em retorno de mídia.

“Independentemente das ações, a estratégia, pensar o que você vai fazer para ganhar espaço é fundamental”, analisou Manoela.

Ao final da apresentação, os participantes puderam fazer suas perguntas e entre os temas abordados estiveram a condução das mídias sociais, a separação entre assessoria de imprensa e marketing, entre outras. Com as respostas aos questionamentos, chegou ao fim a participação da In Press Media Guide no 1º Seminário de Comunicação e Marketing Esportivo.

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