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14/01/2020 16:31:00
Judô Para Todos

Judô pode ajudar na saúde e interação social de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista

Estudo da Universidade da Flórida Central indicou diminuição no nível de sedentarismo e melhoria no contato físico e social das crianças com autismo

Judô pode ajudar na saúde e interação social de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista
Judô oferece vários benefícios ao desenvolvimento infantil. Foto: Vanes Cordeiro / Instituto Semear

O judô pode ser o esporte ideal para melhorar as habilidades de interação social e aumentar o nível de atividade física em crianças e jovens diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pesquisadores da Universidade da Flórida Central realizaram estudos que comprovaram a eficácia da arte marcial na redução do comportamento sedentário e da dificuldade de contato social.

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O estudo, realizado com quatorze crianças e jovens no espectro autista, com idades entre 8 e 17 anos, encontrou aumento na atividade física dos participantes durante e após os testes, levando à diminuição voluntária do sedentarismo, mesmo após o fim do período do estudo. Os pais dos participantes também relataram notar em seus filhos uma maior facilidade na interação social, uma das principais dificuldades das crianças diagnosticadas com autismo.

“Nosso estudo mostra que o judô não apenas promove habilidades sociais, mas é bem aceito por essa população (crianças diagnosticadas com TEA) e é um ótimo programa para reduzir o comportamento sedentário e aumentar a confiança" declarou Jeanette Garcia, líder do projeto e professora assistente na Faculdade de Profissões e Ciências da Saúde em entrevista ao site oficial da Universidade da Flórida Central. 

Como funcionou o estudo

As crianças integrantes do estudo foram divididas em dois grupos, de 8 a 12 anos e de 13 a 17 anos, e participam de uma aula de judô de 45 minutos, ministradas na própria universidade, uma vez na semana, durante um período de oito semanas.

As aulas consistiam de atividades como corrida leve, alongamento e queda, para o aquecimento, seguidas por sessões de progressões de técnicas, com foco na segurança, estabilidade, uso de extremidades e pistas visuais. De acordo com a progressão dos testes, os exercícios individuais evoluíram para atividades com um parceiro ou com pequenos grupos. As aulas eram concluídas com práticas de técnicas de respiração e reflexão dos participantes sobre as atividades realizadas.

Dessa forma, as crianças e jovens puderam, através do judô, enfrentar alguns dos desafios impostos a eles pelo autismo, incluindo a dificuldade de comunicação e interação social, a ansiedade, sedentarismo e preferências por atividades estruturadas e repetitivas. Entretanto, as descobertas do estudo, publicado em dezembro de 2019, ainda não são 100% conclusivas e um segundo artigo escrito pelos pesquisadores está sendo revisado.

Fonte: https://www.ucf.edu/news/ucf-study-judo-may-help-health-social-interaction-of-children-diagnosed-with-autism-spectrum-disorder/?fbclid=IwAR17RQx6X8h_UWKnT-nyKLN84ZFWUuLyA3Aye-6BRTZB5jbRdxwX6iTaHb0

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