Grand Prix consagra tradição do Pinheiros e revela novas forças do judô nacional
Clube paulista conquistou o octacampeonato e Minas ficou com a prata. Pódio teve Reação em terceiro, Jequiá em quarto, Osasco em quinto, Sogipa em sexto e Judô Queiroz em sétimo.
O Esporte Clube Pinheiros foi o grande campeão do Grand Prix Nacional Masculino, neste domingo, 08, no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo. Para subir no lugar mais alto do pódio, a equipe paulista venceu três das cinco lutas contra o Minas e garantiu o seu oitavo título da competição. Com a conquista, o clube paulista foi escalado para representar o Brasil no Super Desafio BRA contra Portugal e, mais uma vez, eles se sagraram campeões.
"O ponto da minha luta era muito importante. Eu vibrei muito porque é uma disputa por equipe e eu venci nos últimos dez segundos. Não dá pra explicar a sensação que é quando você joga no fim da luta. Foi um combate muito duro e eu queria dar os parabéns para o (Eduardo) Katsuhiro. É um atleta excelente e foi um detalhe que decidiu", comemorou Marcelo Contini responsável pelo segundo ponto de sua equipe (2 a 0) na final contra o Minas.
"Esse ano o Grand Prix foi muito equilibrado, com lutas acirradas desde a primeira fase. Alguns confrontos vencidos por 3 a 2, inclusive a final. Lógico que queríamos a primeira colocação, mas saímos de cabeça erguida, sabendo que fizemos um bom trabalho. Trabalho que é realizado em grupo sob o comando muito forte do nosso técnico Floriano Almeida e do Xexéu (Alexandre Katsuragi)", avaliou Luciano Corrêa, capitão da equipe mineira.
A disputa de terceiro lugar foi entre o Instituto Reação e o Jequiá, grande surpresa da competição. Com pontos de David Moura (+90kg), Nacif Elias (90kg) e Marcos Seixas (73kg), o Reação venceu o clássico carioca. Mas o Jequiá pode se orgulhar de sua campanha.
"O Jequiá está fazendo um reinício de trabalho. Conseguimos juntar um grupo sem nenhum apoio externo mas com atletas que tem identificação com os treinadores, lutam pelas cores da bandeira, um grupo muito unido e ainda podemos melhorar no ano que vem. Estamos em busca de apoios e de projetos que possam potencializar a nossa qualidade. Esse ano o equilíbrio foi marcante. Mas a gente sabia que tinha condição de vencer qualquer clube, fazendo uma análise peso a peso. Tivemos o reforço do Rafael Buzacarini que se uniu com o grupo como se estivesse no clube há muito tempo e acredito que poderíamos até ir mais longe. Vencemos um adversário forte de tradição como a Sogipa, quase vencemos o Minas e poderíamos até chegar mais longe. Acho que o sentimento de equipe fez a diferença a nosso favor", disse André Silva, técnico do Jequiá que acabou na quarta colocação após derrota para o Reação na disputa pelo bronze.
"Eu tenho muito orgulho de representar o Instituto Reação, um clube que me recebeu e me acolhe como eu sempre tivesse treinado lá. Eu sempre chego nessa competição, praticamente a única que eu luto no Brasil, com muita vontade de vencer, uma competição de equipe que é diferente, uma energia muito legal. Já temos três medalhas nos últimos três anos e espero que ano que vem a gente consiga o ouro", comemorou o pesado David Moura.
Sogipa e Osasco/Yanaguimori lutaram pelo quinto lugar, com vitória por 3 a 2 para a equipe de São Paulo, enquanto o Judô Queiroz, do Piauí, bateu o Vitória, da Bahia, terminando a competição em sétimo.
Nos dias 21 e 22 será a vez das mulheres no tatame com a disputa do Grand Prix Nacional Feminino, que acontecerá em Goiânia-GO.
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