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04/02/2014 16:35:51
Seleção Brasileira - Base

Fisioterapeutas das seleções de base trabalham com sistema inovador para avaliar movimentação dos atletas

FMS permite compreensão do padrão de movimentação realizado por cada testado, auxiliando, entre outras coisas, na prevenção de lesões.

Fisioterapeutas das seleções de base trabalham com sistema inovador para avaliar movimentação dos atletas

Às vésperas da viagem a Paris, as equipes de base da seleção brasileira de judô realizaram avaliações, inéditas entre as equipes de jovens, tendo em vista a otimização do trabalho individual e um mapeamento das informações para criação de um banco de dados de cada atleta. Testes físicos, médicos, psicológicos, entre outros, já haviam sido realizados, ficou a cargo dos testes fisioterápicos o final das avaliações, com direito a novidade.

O foco do trabalho dos fisioterapeutas das equipes de base, Gustavo Braga e Gabriela Zanotti, foi no padrão postural e nos movimentos \"primitivos\" (reflexos) dos atletas e, para isso, utilizaram uma ferramenta chamada Functional Movement Screen (FMS), que é um sistema de ranqueamento e classificação responsável por documentar padrões de movimentação fundamentais para o funcionamento do corpo.

\"O FMS nos permite avaliar através de sete testes os movimentos básicos do atleta, como agachar e ficar sobre uma perna, além de testar a flexibilidade e a mobilidade das principais articulações envolvidas nos movimentos do Judô, como quadril e ombro. De acordo com o padrão de movimento do atleta damos uma nota de zero a três, sendo zero quando existe dor durante o movimento e três quando existe um excelente padrão de movimento”’, explica o fisioterapeuta Gustavo Braga.

Com o resultado em mãos, os fisioterapeutas elaboraram uma série de sugestões de exercícios a serem feitos pelos atletas em seus clubes, desta forma, contribuindo na prevenção e melhora dos padrões de movimento, além de permitir comparações de resultados ao longo do ano, mapeando motivos de possíveis lesões, visando a comunicação entre todos os fisioterapeutas que trabalham com o judô, e abrindo a possibilidade que tais casos possam servir fator preventivo de risco de novas contusões.

\"Se o atleta não possui estabilidade ou um bom padrão de movimento para fazer um agachamento ou para ficar sobre uma perna, então, técnicas como Seoi Nague e Harai Goshi, por exemplo, poderão expô-lo a uma maior chance de se lesionar. É preciso ter a base para que o movimento complexo aconteça”, explica a fisioterapeuta Gabriela Zanotti. 

A ferramenta (FMS), que foi introduzida no âmbito esportivo pela NFL (a liga profissional de futebol americano dos Estados Unidos), vem sendo amplamente utilizada em esportes como o futebol e o vôlei. No cenário do  judô, seu uso é uma inovação.

Além do FMS, os fisioterapeutas também testaram a força de preensão (pegada) dos atletas e avaliaram a postura, com cada atleta ficando aproximadamente uma hora realizando a bateria de testes.

As avaliações também serão realizadas com os atletas da categoria Sub18, no próximo mês.

“São a tecnologia e a ciência em prol da prevenção de lesões!”, encerra Gustavo Braga.

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