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11/06/2013 15:47:35
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Exposição contou a história do judoca Paulo Leminski

Exposição contou a história do judoca Paulo Leminski

“O Paulo só tomava leite, treinava muito, não fumava, um atleta, um exemplo”, recorda o professor de judô Aldo Lubes. Aos 73 anos, o mestre se recorda da dedicação do ex-aluno que se tornou célebre por seu trabalho na literatura. Mas, a partir do momento em que Paulo Leminski subia no tatame da academia Kodokan, em Curitiba, no final da década de 1960, era somente “o Paulo” – antes de se tornar o famoso e aclamado poeta que viria a ser.

Até o último domingo, o público curitibano ainda teve a chance de ver imagens do artista em sua versão atleta, na Exposição Múltiplo Leminski, no Museu Oscar Niemeyer. O gosto pelo esporte nascido da arte marcial japonesa aparece em alguns de seus versos, como estes, registrados em um guardanapo: “Pratico judô/ o tempo todo/ pratico andando/ pratico sentado/ pratico andando/ no meio da multidão/ pratico olhando/ para teus pés/ para ver onde/ está/ o centro do teu/ equilíbrio”.

Mais do que uma aventura para complementar seu gosto pelas coisas do Oriente, o judô era levado a sério pelo jovem Leminski. “Era um perfeccionista, ajustava cada golpe tanto quanto a gramática”, relembra Lubes, que treinou o poeta na academia sediada no prédio da Galeria Garcez, na Boca Maldita, entre 1966 e 1970.

Em 1967, o Paulo de 23 anos integrou a seleção paranaense que disputou o Campeonato Brasileiro de Judô, no Rio de Janeiro, em uma das oportunidades que teve de competir ao lado do londrinense Liogi Suzuki, por quem nutria admiração. “Nessa época, o Paraná foi uma potência brasileira em matéria de judô, somando a força do Norte, onde, em Londrina, despontou o extraordinário Suzuki, o mais fantástico judoca que eu já vi em ação”, registrou Leminski.

“Lembro-me dele (Le­­minski) com a faixa verde, era muito zen, muito estudioso a respeito dos ensinamentos do judô. Naquele Brasileiro, ele aprontou uma: quando foi chamado para a primeira luta, à beira do tatame soltou um kiai (termo designa a exteriorização da energia corporal, muitas vezes expressada em um grito) que deixou todo mundo no ginásio atônito”, diverte-se o vice-campeão mundial universitário de 1968, Suzuki, hoje aos 70 anos.

O esporte também era levado para casa. Leminski tinha o hábito de amarrar a faixa preta na maçaneta da porta de casa para treinar as entradas dos golpes. Seu forte era uma técnica de quadril, o harai-goshi. Estimulou os filhos, Miguel, Aurea e a temporã Estrela a praticarem, deu aulas para crianças. “Na nossa casa, todos praticávamos. Era quase um código de honra ser judoca”, conta a mulher de Leminski, a poeta Alice Ruiz.

 

*Com informações de gazetadopovo.com.br.

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