29/08/2011 00:00:00
Seleção Brasileira - Principal
Estrategistas de 26 países estiveram no Mundial. Brasil é modelo
"Hoje grande parte do sistema de scout foi desenvolvido pela França, mas todos os países cooperaram com críticas, sugestões e com as análises durante a competição", explica o estrategista da seleção brasileira, Leonardo Mataruna.
No Mundial de Paris pela primeira muitos países trouxeram equipes de estrategismo para o evento, o que permitiu um trabalho em conjunto numa espécie de central de observação da competição.
"O Estrategismo está se especializando tanto, que novas funções discutidas no Grand Slam de Paris 2011 foram colocadas em prática no mundial, gerando análises quantitativas referentes aos dados que proporcionam melhores informações para a Preparação Física e Técnica. Novos dados a respeito de tecnologia aplicada ao esporte foram levados a testes e permitiu um empenho na aplicação do Vídeo-Scout", comenta Leonardo sobre a metodologia desenvolvida pelo Brasil que utiliza parâmetros chaves para avaliar a imagem.
Atuando desde 2007 com a seleção, o Brasil, assim como o Japão, serve de modelo para outras equipes. O trabalho dos brasileiros e japoneses foi observado de perto por estrategistas de outras nações.
"A diferença está no tempo que desenvolvemos este trabalho, todo uma sistematização do conhecimento para gerenciar a base de dado foi criada para permitir ganharmos velocidade na hora que precisamos da informação. Hoje temos pleno controle do tempo necessário para se gravar, decupar a imagem e preparar o material para discutir com o técnico e o atleta respaldado na tecnologia que a CBJ investiu ao longo deste ciclo olímpico. Esta união de esforços da gerência de Tecnologia da Informação com a parte Técnica proporcionou adquirir o que se tem de melhor no que tange ao material de trabalho. Sabemos de novas necessidades para Olimpíadas em função das regras para acompanhamento de atletas prescritas pelo Comitê Olímpico Internacional, mas já temos a solução para atuar com magnitude no próximo ano nos Jogos Olímpicos. Hoje o Brasil não deve nada em relação a outros países, e na área de tecnologia rapidamente novos aparelhos surgem e estamos sempre atentos a estas novidades para sempre inovar no esporte no sentido de oferecer o que há de melhor ao judô brasileiro", comenta Leonardo Mataruna.