Estrategismo marca presença no Grand Slam
Eles ficam isolados, longe da torcida, e acompanham as lutas de judô com um olhar diferenciado. Os estrategistas da seleção brasileira que fazem parte da comissão técnica trabalham com o auxílio de diversos equipamentos para oferecer um estudo detalhado de cada movimento dos judocas, e garantir a melhor preparação possível para cada atleta.
O trabalho de filmagem dos combates proporciona a análise estatística e técnica dos lutadores, tanto os próprios brasileiros como os adversários. Para isso, normalmente são utilizados um pouco mais de 120 kg em aparelhos eletrônicos, entre notebooks, tablets e câmeras de vídeo. Tarefa que requer, é claro, muita atenção dos profissionais.
“É um trabalho com muita adrenalina. Nós temos que ter atenção em todos os sentidos, auditiva e visualmente. Ficamos ligados nos chamados por rádio, nos vídeos e no som do ginásio, por exemplo”, afirma Leonardo Mataruna, chefe da equipe de estratégia.
As lutas são registradas em dois planos, e a decupagem do vídeo é feita imediatamente após o término dos embates. Como explica Mataruna, o processo tem que ser rápido, e leva menos de um minuto, já que as lutas seguem com pequenos intervalos.
“Os vídeos podem chegar para os técnicos na área de preparação dos atletas em menos de dois minutos. São analisados quatro parâmetros que a comissão brasileira definiu, e não podem ser revelados”, explica.
O Grand Slam Judo Rio 2012 serviu como um grande laboratório para observação de atletas. Além dos jovens talentos brasileiros, os judocas da Geórgia devem recebeu atenção especial. O país conta com atletas olímpicos para a disputa do campeonato em Niterói, e promete ser um dos principais rivais do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres.
Gustavo Lethier, especial para a cobertura do Grand Slam