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26/08/2014 01:53:28
Seleção Brasileira - Principal

Érika Miranda fatura o bronze, primeira medalha do Brasil, no Mundial

Com campanha marcada pela frieza durante as lutas e domínio das adversárias, brasileira venceu a disputa de medalha contra a cubana Yanet Bermoy Acosta na diferença de punições.

Érika Miranda fatura o bronze, primeira medalha do Brasil, no Mundial

Chelyabinsk é considerada o portão da Sibéria, uma dos locais mais frios do mundo. E foi justamente a frieza que marcou a campanha de Érika Miranda na conquista do bronze no Mundial 2014. Ela dominou a luta decisiva contra a cubana Yanet Bermoy Acosta e venceu por ter tido uma punição a menos. Essa é a segunda medalha seguida da brasileira na competição mais importante do judô depois dos Jogos Olímpicos. Ano passado, ela ficou com o vice-campeonato perdendo para Majlinda Kelmendi, atleta do Kosovo, que repetiu o feito esse ano ao derrotar Andreea Chitu, algoz de Érika nas semifinais, na grande decisão. O outro bronze ficou com a russa Natalia Kuziutina para alegria da torcida local.

“Passam muitas coisas na cabeça de quem vai para a disputa do bronze, ainda mais no meu caso que vim de uma derrota. São só dez minutos, o tempo de trocar o quimono e voltar para a luta. Mas a Luciana (Castelo Branco), psicóloga da seleção, faz um trabalho muito bacana. Era o momento, eu tive cabeça e consegui trazer essa medalha”, disse Érika.

Agora é refletir, pensar, corrigir, treinar para o sonho maior que é 2016.

A disputa do bronze foi totalmente dominada por Érika. Com menos de minuto, a brasileira saiu na frente por conta de uma punição à cubana. Atrás no placar, Bermoy foi para cima e a brasileira que passou a se defender, também foi punida. A partir daí só deu Érika, que dominou a pegada da cubana e forçou outra punição para Bermoy por falta de combatividade, se impondo até o cronômetro zerar. Assim, Érika deixou pra trás um retrospecto ruim contra Bermoy: de acordo com os dados da FIJ, eram nove confrontos com sete vitórias da cubana.

“Eu não me preocupei com isso (retrospecto) porque eu vim aqui para ganhar, não vim pra escolher adversária. Isso é um erro que muita gente comete. Poderia ser ela ou poderia ser a Hashimoto que minha postura seria a mesma”, comentou.

E essa postura se repetiu nos outros combates.  A estreia contra Gulbadam Babamuratova, do Turcomenistão, e esteve sempre com o controle da luta. Saiu na frente depois que a adversária foi penalizada por pisar fora da área. Cerca de um minuto depois, conseguiu um estrangulamento.  Na segunda luta, contra a espanhola Laura Gomez, veio o primeiro grande desafio. O confronto parecia que não ia ser tão complicado já que logo no começo da luta, a brasileira conseguiu um yuko. Porém, faltando um minuto e quinze para o fim da luta recebeu a terceira punição. Se sofresse mais uma, perderia a luta por desclassificação. Mais uma vez, Érika se manteve fria e garantiu a classificação para as quartas-de-final.

O confronto contra a chinesa Yingnan Ma, muito rápida, exigiu muito da concentração da brasileira. Apesar de dominar a luta, os golpes não estavam encaixando. Foi então que a brasileira usou a frieza e esperou o momento certa para encaixar um okuri-eri-jime (técnica de estrangulamento) para encerrar a luta com um ippon. Na semifinal, um momento de descuido foi o suficiente para colocar todo o domínio apresentado na luta contra Andreea Chitu, adversária da semifinal no Mundial Rio 2013, por terra. Érika conseguiu um wazari com cerca de 30 segundos de luta e seguiu bem até o minuto final. Numa disputa que já estava fora da área, as duas atletas caíram e a arbitragem definiu que a romena foi quem fez a projeção e, portanto, teve o ippon a seu favor.

“Não posso ficar cometendo erros no final da luta, ainda mais de uma luta dura. Eu vacilei e perdi. Fiquei um pouco abalada mesmo mas tive que dar a volta por cima, engolir o choro e ir buscar minha medalha”, disse Érika.

Charles Chibana, o outro brasileiro em ação hoje chegou até as oitavas-de-final, quando enfrentou o bicampeão mundial (Tóquio 2010 e Paris 2011) e duas vezes medalhista olímpico (Pequim 2008 e Londres 2012) Rishod Sobirov (UZB). Com a luta empatada em três punições para cada lado, Chibana tentou resolver a luta antes do golden score, acabou sendo projeto e caiu em ponte, o que configura um ippon. Como a disputa valia pelas oitavas-de-final, o brasileiro se despediu do Mundial sem medalha. Antes, eles havia vencido o sul-coreano Tae-Ho Youn por uma punição no golden score e o armênio Davit Ghazaryan na estreia por ippon. O título foi novamente para Masashi Ebinuma, o vice-campeonato ficou com Milhail Pulyaev (RUS) e os bronze com Georgii Zantaraia (UKR) e Kamal Khan-Magomedov (RUS).

Nesta quarta, dia das disputas da categoria leve, Rafaela Silva, que busca o bicampeonato, Ketleyn Quadros e Alex Pombo serão os representantes do Brasil no Mundial.

Veja abaixo a descrição detalhada dos confrontos dos brasileiros nesta terça:


Mais uma vez Érika mostrou frieza neste Mundial e dominou totalmente a luta contra a cubana Yanet Bermoy Acosta para garantir seu lugar no pódio. Com menos de minuto de luta, a brasileira saiu na frente por conta de uma punição à cubana. Atrás no placar, Bermoy foi para cima e a brasileira que passou a se defender, também foi punida. A partir daí só deu Érika, que dominou a pegada da cubana e forçou outra punição para Bermoy por falta de combatividade. Até o final se manteve dominando a adversário até que o cronômetro zerou. Foi a primeira medalha do Brasil em Chelyabinsk. No portão da Sibéria, a frieza de Érika garantiu o bronze para o Brasil. Esta é a segunda medalha de Érika, de 27 anos, em Mundiais, já que no ano passado, no Rio de Janeiro, ela ficou com a prata. A russa Natalia Kuziutina ficou com outro bronze. Majlinda Kelmendi conquistou o bicampeonato mundial, derrotando Andreea Chitu na final.

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Érika Miranda vai para a disputa do bronze. A luta contra a romena Andreea Chitu, que sempre é equilibrada, foi decidida nos últimos segundos e, infelizmente, a brasileira não levou a melhor dessa vez. Érika conseguiu um wazari com cerca de 30 segundos de luta e seguiu bem até o minuto final. Numa disputa que já estava fora da área, as duas atletas caíram e a arbitragem definiu ippon para a romena. Na disputa pelo terceiro lugar, Érika enfrenta outra velha conhecida: a cubana Yanet Bermoy Acosta. De acordo com informações da FIJ, são nove confrontos entre as duas nos últimos anos com sete vitórias de Bermoy.

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Érika Miranda passou pelas quartas-de-final depois de vencer a chinesa Yingnan Ma. A brasileira continuou lutando muito bem, com bastante frieza e dominou o combate até conseguir um okuri-eri-jime e fazer com quem a adversária batesse, dando fim ao combate. Na semifinal, ela enfrenta a romena Andrea Chitu, repetindo a semifinal do Mundial do Rio em 2013. No ano passado, ela conseguiu vencer com um wazari. No histórico, são duas vitórias para Érika e uma para Chitu. Do outro lado, Majlinda Kelmendi (KOS) enfrenta a Natalia Kuziutina (RUS).

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Érika Miranda suou para vencer a espanhola Laura Gomez pela quarta vez. Mas não parecia que ia ser tão complicado já que logo no começo da luta, a brasileira conseguiu um yuko. Porém, logo após a projeção foi punida pela primeira vez. Depois vieram a segunda e a terceira punição faltando um minuto e quinze para o fim da luta. Érika teve que controlar bem as ações porque se fosse punida mais uma vez, perderia o combate. Felizmente, não aconteceu e agora ela está nas quartas-de-final contra a chinesa Yingnam Ma.

Quando Érika saiu do tatame, Charles Chibana entrou para enfrentar o bicampeão mundial e duas vezes medalhista olímpico Rishod Sobirov, do Uzbequistão. E a luta foi tensa. Com muita disputa de pegada, os dois acabaram sendo punidos seguidamente. Primeiro Chibana, depois Sobirov duas vezes, Chibana novamente e Sobirov pela terceira vez. Quando Chibana estava na frente faltando menos de um minuto para o fim, tomou outra punição. Na tentativa de tentar resolver a luta antes do golden score, acabou sendo projeto e caiu em ponte, o que configura o ippon. Como a disputa valia pelas oitavas-de-final, o brasileiro se despediu do Mundial.

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A segunda luta de Charles Chibana contra Tae-Ho Youn foi muito dura. Chibana saiu na frente com um yuko quase na metade do combate. Mas já no fim, Youn conseguiu empatar o confronto com um contra-golpe e levou a luta para o golden score. Como Chibana deu volume à luta, tentando projetar o adversário várias vezes, Youn tomou uma punição por falta de combatividade, o que encerrou a luta. Na próxima fase, o líder do ranking mundial terá uma pedreira pela frente. Ele enfrenta Rishod Sobirov, bicampeão mundial (Tóquio 2010 e Paris 2011) e duas vezes medalhistas de bronze em Olimpíadas (Pequim 2008 e Londres 2012) na categoria ligeiro.

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Érika Miranda fez sua estreia contra Gulbadam Babamuratova, do Turcomenistão, e esteve sempre com o controle da luta. Saiu na frente depois que a adversária foi penalizado por pisar fora da área. Cerca de um minuto depois, conseguiu a imobilização mas antes que o tempo acabasse, Babamuratova bateu, desistindo do combate e dando a vitória para Érika. Na próxima rodada, ela enfrenta a experiente espanhola Laura Gomez. Elas se enfrentaram três vezes com três vitórias da brasileira, sendo a último há cinco semanas no Grand Slam de Tyumen.

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Charles Chibana começou o Mundial com um bela vitória sobre o armênio Davit Ghazaryan. Com 30 segundos de luta conseguiu um wazari. Quando o adversário tentou buscar o resultado, sofreu um ippon com um Uchi-mata. Na próxima rodada, Chibana enfrenta o sul-coreano Tae-Ho Youn.

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O Brasil vai em busca de sua primeira medalha no Mundial Chelyabinsk 2014. O país será representado por Érika Miranda (52kg), vice-campeã mundial em 2013, e Charles Chibana (66kg), atual líder do ranking mundial. O meio leve masculino terá 64 judocas em ação. Chibana, cabeça-de-chave número um, enfrenta na primeira luta Davit Ghazaryan, da Armênia. No feminino, serão  42 atletas competindo. Érika espera a vencedora de Gulbadam Babamuratova, do Turcomenistão, e Nesria Jlassi, da Tunísia.

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