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29/06/2015 20:49:00
Seleção Brasileira - Base

Equipes de base passam por testes antidoping na concentração para o Pan em Mangaratiba

No mesmo dia, o médico Mateus Saito orientou os atletas sobre os riscos relacionados à perda rápida de peso e ao uso de substâncias proibidas que podem ser encontradas em remédios de uso comum.

Equipes de base passam por testes antidoping na concentração para o Pan em Mangaratiba

Os jovens talentos do judô brasileiro tiveram uma experiência diferente nesta segunda-feira, 29 de junho. Com 27 judocas do Cadete (Sub 18) ou do primeiro ano de Júnior (Sub 21), a maioria dos atletas passou pela primeira vez por um sorteio de um exame antidoping. Entre os 43 que tem menos de 21 anos (entre os atletas que foram pelas equipes de base e os que fazem parte da equipe de apoio), dois – um do masculino e um do feminino – foram sorteados para realizar a coleta de material que será analisado de acordo com os processos e procedimentos da WADA, a agência mundial antidoping. Antes disso, porém receberam uma palestra do Dr. Mateus Saito, que também trabalha com a equipe sênior, sobre os riscos relacionados à perda rápida de peso e ao uso de substâncias proibidas que podem ser encontradas em remédios de uso comum.

“O Comitê Olímpico Internacional e o Comitê Olímpico do Brasil estão trabalhando para que o jogo limpo, o fair play esportivo seja estendido a todas as etapas da produção de um atleta. Dentro dessa concepção, a Federação Internacional de Judô e a Confederação Brasileira de Judô também estão estendendo seus esforços nesse sentido”, explica Marcelo Theotônio, gestor das Equipes de Base. “No Mundial Sub 18, que será disputado já no começo do mês de agosto, haverá testes antidoping. Por isso, temos feito diversas palestras nos últimos meses que deixaram claro que as punições seriam severas e poderiam ser estendidas aos técnicos”, comentou.

“Já há histórico de atletas condenados por doping que haviam usado remédios considerados comuns por grande parte da população como a Neosaldina, para dores de cabeça, e o Femproporex, um dos mais comuns inibidores de apetite do mercado, que teve sua venda proibida no Brasil. Por isso, enfatizamos bastante essa questão de que é preciso estar sempre atento e consultar as diversas fontes disponíveis na internet, como o próprio portal a ABCD – Agência Brasileira de Controle de Dopagem”, disse o médico.

Em todas as concentrações e treinamentos de campo esse assunto foi abordado. No Treinamento de Campo Sub 18 em Campo Grande, os técnicos foram alvo de apresentações sobre o tema. O objetivo é fazer com que eles também orientem e fiscalizem os atletas enquanto estes estão treinando e defendendo os seus clubes ou Federações.

“Conforme forem inseridos cada vez mais os testes na rotina deles ainda nas categorias de base, os atletas vão se conscientizando e vendo as consequências que estes atos trazem. É o poder do exemplo. Desse jeito, vamos sanar um problema na raiz, no momento em que os judocas estão pensando em se tornar profissionais, para que lá na frente, quando chegarem à equipe principal, ele já esteja culturalmente habituado”, completou Marcelo.

Para dar idoneidade ao processo, a escolha dos nomes foi feita de forma bem transparente. Cada um dos 43 atletas recebeu um número específico de conhecimento apenas da comissão técnica. Um deles foi designado para falar em voz alta um dos números possíveis. O atleta correspondente ao número falado foi o sorteado para realizar o exame.

No ano passado, a seleção principal teve diversos atletas testados com sucesso, entre eles Bárbara Timo, David Moura, Eleudis Valentim, Ketleyn Quadros, Luciano Corrêa, Marcelo Contini, Maria Portela, Mariana Barros, Mariana Silva, Nádia Merli, Rafael Buzacarini, Rochele Nunes, Tiago Camilo, Walter Santos e Raquel Silva.

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