Em final decidida na luta desempate, Pinheiros supera Minas Tênis Clube e leva título do CBI Grand Prix Nacional de Judô
Paulistas voltaram ao topo da competição após dois anos, neste domingo (09), em Belo Horizonte
O CBI Grand Prix Nacional, conhecido como a principal disputa por equipes do judô brasileiro, levou ao fã de esporte, mais uma vez, outra final emocionante. Neste domingo (09), na Arena UniBH, em Belo Horizonte (MG), o Esporte Clube Pinheiros (SP) venceu o Minas Tênis Clube (MG) por 4x3 na grande decisão, voltando ao topo do pódio da competição após duas edições batendo na trave. O confronto chegou no sorteio pela luta desempate, com destaque para Eduardo Santos (90kg) virando e decidindo o placar para os paulistas.
A trajetória do Pinheiros no Grand Prix Nacional começou nas oitavas, com vitória por por 4x1 sobre a Umbra Vasco da Gama (RJ). Depois, nas quartas, passaram pelo Athletico Paulistano (SP) por 4x0 e, na semifinal, novamente marcaram um 4x0, desta vez contra o Flamengo (RJ).
Na final, o time cruzou contra o Minas Tênis Clube (MG), anfitriões do evento. Antes, eles venceram o IDEC (RJ) por 4x1, nas oitavas; o SESI-SP (SP) por 4x3, nas quartas; e o Instituto Reação (RJ) por 4x1, na semifinal.
Quem começou abrindo o placar foi o Pinheiros, que fez 2x0 com Rafael Buzacarini (+90kg) sobre Juscelino Nascimento, nas punições; e Bianca Reis (-57kg), sobre Maria Taba, também nas punições. Mas, o Minas correu atrás e conseguiu uma sequência de três vitórias seguidas, levando o placar para 3x2. Primeiro, Júlio Koda (-73kg) venceu Willian Lima por yuko; depois, Kaillany Cardoso (-70kg) passou por Ellen Froner também por yuko; e Matheus Oliveira (-90kg) conseguiu um waza-ari em Eduardo Santos.
Com o placar, o Minas precisava marcar um ponto para sair com o título de campeão, e o Pinheiros para empatar o confronto e forçar o sorteio da luta desempate. E quem fez isso foi a campeã olímpica Beatriz Souza (+70kg), que venceu Millena Silva nas punições e colocou os paulistas no jogo.
O sorteio caiu na categoria -90kg, e Eduardo e Matheus voltaram outra vez ao tatame. Mas, desta vez, o atleta do Pinheiros resolveu tudo rapidamente, conseguindo um ippon aos 19 segundos para confirmar a medalha de ouro do clube paulista.
Na história do Grand Prix Nacional misto, o Pinheiros é o maior campeão da história, agora com três títulos. Eles foram campeões em 2019, 2022 e 2025; vices em 2018 e 2023; e bronze em 2024.
“A final foi bastante dura, né? A gente estava caminhando talvez para uma final um pouco mais tranquila, como estava o andamento das lutas. Só que os atletas do Minas tiveram muito mérito de conseguir virar a luta. Não virar a luta em si, mas sair de situações adversas e de empatar, não só o placar, também virar o placar com a gente. A gente estava ganhando de 2x0, acabou virando 3x2. Quando vai para o empate, é sempre uma expectativa, um nervosismo, porque a gente depende um pouco do fator sorte, depende da questão do sorteio. E acabam voltando a luta que a gente perdeu, mas que o nosso atleta venceu ali com muito mérito, com um belo ippon. Foi um dia longo, foi um final de semana longo para a gente, que começou na sexta-feira com o Troféu Brasil, mas que, graças a Deus, foi um final super positivo”, analisou Leandro Guilheiro, treinador do Pinheiros.
“Não tem como não falar o quão é emocionante esse Grand Prix Nacional. Aqui a gente dá alma, aqui a gente dá sangue, aqui a gente dá tudo. E deu certo dessa vez, a gente foi campeão. Foi incrível essa conquista, me deixa muito emocionada. A gente estava atrás desse título aí novamente. Não tem como não falar da nossa dedicação diariamente, sempre ali em busca, sempre construindo novos títulos, novas histórias”, disse Beatriz Souza, campeã olímpica em Paris 2024 e atleta do Pinheiros.
Já o Minas Tênis Clube tem, na história do Grand Prix Nacional misto, uma medalha de ouro, faturada em 2023 justamente sobre o Pinheiros, uma de prata, em 2022, e duas de bronze, em 2018 e 2019.
“Estou com muito orgulho da equipe, do que eles representaram e o que acredito que é o judô, o que é amizade, o que é entrega. Só agradeço a tudo o que eles fizeram hoje e tudo o que mostraram no tatame. Faltou pouco, a gente sabe. Mas em nenhum momento podemos sair daqui com esse segundo lugar de cabeça baixa. A gente entregou até a última gota de suor. Ano que vem vamos em busca de um resultado melhor”, disse Hugo Pessanha, treinador do Minas.
Instituto Reação e Flamengo ficam com os bronzes
Nas disputas de bronze do CBI Grand Prix Nacional, dobradinha carioca com o Instituto Reação e Flamengo fazendo 4x0 em confrontos contra paulistas!
Primeiro, o Instituto Reação conseguiu vitórias rápidas contra o Athletico Paulistano (SP), com Gabriel Santos (+90kg), Jéssica Pereira (-57kg), Aristides Lucena Júnior (-73kg) e Gabrielle Ferreira (-70kg).
Antes de chegar ao bronze, os cariocas ainda passaram pelo Jequiá Iate Clube (RJ), por 4x0; pela Sociedade Morgenau (PR), também por 4x0, nas quartas; e caíram na semifinal por 4x1 contra o Minas Tênis Clube (MG).
Já na segunda disputa, o Flamengo (RJ) superou o SESI-SP também por 4x0 para levar sua primeira medalha em um Grand Prix Nacional misto. Eles estrearam contra a Sogipa (RS), atual campeã da competição, e fizeram um confronto emocionante, vencendo por 4x2. Depois, nas quartas, passaram pelo Paineiras do Morumby (SP) por 4x0 e, na semifinal, levaram a pior diante do Pinheiros (SP), por 4x0.
No confronto pela medalha, quem marcou os pontos do rubro-negro foi Daniel Nazaré (+90kg), Yasmim Lima (-57kg), Leonardo de Arruda (-73kg) e Rafaela Silva (-70kg).
A próxima competição do calendário nacional da CBJ será o Campeonato Brasileiro Sênior, nos dias 28 e 29 de novembro, no Rio de Janeiro. Após isso, a Seletiva Nacional Cadete e Júnior fecha oficialmente o ano, em São Paulo, dos dias 2 a 5 de dezembro.