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03/10/2022 19:07:14
Seleção Brasileira - Principal

Em aclimatação para Mundial, CBJ testa base de treinamentos para Paris 2024

Seleção brasileira de judô testou estrutura de Sainte Genéviève de Bois, nos arredores de Paris, que deve ser a casa do judô brasileiro em 2024

Em aclimatação para Mundial, CBJ testa base de treinamentos para Paris 2024
Seleção brasileira faz aclimatação na França antes do Mundial. Foto: Divulgação / CBJ

O primeiro Campeonato Mundial do ciclo olímpico servirá como laboratório não apenas dentro do tatame para atletas e comissão técnica, mas também para o planejamento rumo à Paris 2024. Em preparação para a disputa que começa nesta quinta-feira, 06, em Tashkent, no Uzbequistão, a Confederação Brasileira de Judô levou a seleção para respirar os ares da próxima cidade olímpica e, de quebra, testar as possíveis instalações que receberão o judô brasileiro em 2024 para os Jogos de Paris.  

Repetindo a receita que vem dando certo desde os Jogos de Londres, o time Brasil Judô terá uma “casa” para se aclimatar e finalizar a preparação fora da badalação da cidade olímpica. A bucólica Sainte Genéviève de Bois, casa de um dos clubes mais fortes do judô francês, o Sainte Genéviève Sports, está nos planos da CBJ e do COB para essa finalidade.  

O primeiro teste já está em andamento. Na semana passada, a seleção que representará o Brasil no Mundial de Tashkent, desembarcou na França para um período de aclimatação antes de seguir para a capital do Uzbequistão.  

“A estrutura do dojô é excelente. São três áreas completas, com sistema de amortecimento, colchão de amortecimento, corda. Temos uma sala de preparação física, fisioterapia, tudo próximo e integrado ao tatame. O clube Sainte Genéviève Sports está totalmente à nossa disposição, temos o apoio dos atletas do clube que está entre as três principais equipes da Franca. Então, a qualidade do treino também é muito boa”, explica Marcelo Theotônio, gerente de alto rendimento da CBJ.  

“Essa é a base que a gente pretende utilizar para Paris e estamos usando essa experiência como laboratório para reproduzir isso em 2024. O objetivo é mapear os detalhes para a operação olímpica”, completa.  

O local já é frequentado pelo judô brasileiro há alguns anos, sempre como local de aclimatação para os Mundiais que aconteceram na Europa. Os atletas que já estão há mais tempo na seleção aprovam a estrutura e os mais jovens, que estão chegando agora, também surpreenderam-se positivamente. 

“É minha primeira vez aqui. A energia positiva e o espaço de treinamento são ótimos. Com toda certeza, amei a França desde a primeira vez que eu vim para cá e só está me motivando cada vez mais para conseguir essa vaga”, conta Amanda Lima (48kg), uma das estreantes do Brasil em Campeonatos Mundiais e novata na seleção principal. 

O prefeito da cidade visitou o dojô para dar as boas-vindas aos judocas brasileiros e mostrou entusiasmo com a possibilidade de acolher a equipe olímpica em 2024. O acordo entre as partes para concretizar a parceria deve ser selado em breve.

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