Em aclimatação para Mundial, CBJ testa base de treinamentos para Paris 2024
Seleção brasileira de judô testou estrutura de Sainte Genéviève de Bois, nos arredores de Paris, que deve ser a casa do judô brasileiro em 2024
O primeiro Campeonato Mundial do ciclo olímpico servirá como laboratório não apenas dentro do tatame para atletas e comissão técnica, mas também para o planejamento rumo à Paris 2024. Em preparação para a disputa que começa nesta quinta-feira, 06, em Tashkent, no Uzbequistão, a Confederação Brasileira de Judô levou a seleção para respirar os ares da próxima cidade olímpica e, de quebra, testar as possíveis instalações que receberão o judô brasileiro em 2024 para os Jogos de Paris.
Repetindo a receita que vem dando certo desde os Jogos de Londres, o time Brasil Judô terá uma “casa” para se aclimatar e finalizar a preparação fora da badalação da cidade olímpica. A bucólica Sainte Genéviève de Bois, casa de um dos clubes mais fortes do judô francês, o Sainte Genéviève Sports, está nos planos da CBJ e do COB para essa finalidade.
O primeiro teste já está em andamento. Na semana passada, a seleção que representará o Brasil no Mundial de Tashkent, desembarcou na França para um período de aclimatação antes de seguir para a capital do Uzbequistão.
“A estrutura do dojô é excelente. São três áreas completas, com sistema de amortecimento, colchão de amortecimento, corda. Temos uma sala de preparação física, fisioterapia, tudo próximo e integrado ao tatame. O clube Sainte Genéviève Sports está totalmente à nossa disposição, temos o apoio dos atletas do clube que está entre as três principais equipes da Franca. Então, a qualidade do treino também é muito boa”, explica Marcelo Theotônio, gerente de alto rendimento da CBJ.
“Essa é a base que a gente pretende utilizar para Paris e estamos usando essa experiência como laboratório para reproduzir isso em 2024. O objetivo é mapear os detalhes para a operação olímpica”, completa.
O local já é frequentado pelo judô brasileiro há alguns anos, sempre como local de aclimatação para os Mundiais que aconteceram na Europa. Os atletas que já estão há mais tempo na seleção aprovam a estrutura e os mais jovens, que estão chegando agora, também surpreenderam-se positivamente.
“É minha primeira vez aqui. A energia positiva e o espaço de treinamento são ótimos. Com toda certeza, amei a França desde a primeira vez que eu vim para cá e só está me motivando cada vez mais para conseguir essa vaga”, conta Amanda Lima (48kg), uma das estreantes do Brasil em Campeonatos Mundiais e novata na seleção principal.
O prefeito da cidade visitou o dojô para dar as boas-vindas aos judocas brasileiros e mostrou entusiasmo com a possibilidade de acolher a equipe olímpica em 2024. O acordo entre as partes para concretizar a parceria deve ser selado em breve.