Daniel Cargnin chega à quarta disputa de medalha consecutiva no Mundial Sênior e fica em quinto lugar
Brasileiro venceu três das cinco lutas que fez no dia, o melhor resultado do país na competição até então
O judô brasileiro chegou bem perto de conquistar sua primeira medalha no Campeonato Mundial Sênior 2026. Nesta terça-feira (06), em Baku, no Azerbaijão, Daniel Cargnin caminhou bem na chave no peso leve masculino (-73kg), chegou à luta pelo bronze e terminou a competição em quinto lugar. Mais cedo, Guilherme de Oliveira (-73kg), Sarah Souza (-57kg) e Jéssica Lima (-57kg) ficaram pelas preliminares.
Atual segundo colocado do Ranking Mundial, Cargnin chegou no Mundial Sênior como cabeça-de-chave e estreou direto na segunda rodada contra o turcomeno Meylis Shamuradov, que veio de vitória em cima do tcheco Chusniddin Karimov. A sete segundos do fim da luta, o brasileiro conseguiu um waza-ari para avançar às oitavas.
Na rodada, enfrentou o sueco Narek Vardanian e abriu um yuko de vantagem para logo depois encerrar o combate com um ippon. Já nas quartas, o peso leve virou contra o italiano Giovanni Esposito, saindo da desvantagem de um yuko para a vitória por um waza-ari e um yuko.
Na semifinal, Daniel reencontrou Makhmadbek Makhmadbekov, russo naturalizado pelos Emirados Árabes Unidos. Os dois haviam se enfrentado nas quartas do Grand Slam de Abu Dhabi, em 2025, com vitória para o brasileiro. Mas, desta vez, o adversário levou a melhor, conseguindo a imobilização até o ippon.
Com o resultado, Cargnin foi à disputa pela medalha de bronze e cruzou com o azeri Rashid Mammadaliiyev, número cinco do mundo, atleta da casa e adversário inédito na carreira. A luta seguiu até os três minutos de golden score, com os dois pendurados nas punições, quando a arbitragem puniu o brasileiro pela terceira vez.
Desde que subiu para os -73kg, após os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, Daniel Cargnin participou de quatro Mundiais e chegou ao bloco final de todos. Em 2022, foi bronze; em 2024, quinto colocado; em 2025, prata; e, agora em 2026, novamente quinto colocado.
Em 2026, ele conquistou o ouro no inédito Grand Slam de Lausanne; o bronze no Grand Prix da Áustria e o bicampeonato consecutivo no Campeonato Pan-Americano. Com o quinto lugar em Baku, conseguiu mais 720 pontos no ranking mundial e outros 360 no classificatório para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.
Outros brasileiros ficam pelas preliminares
Ainda no peso leve masculino, o estreante Guilherme de Oliveira (-73kg) se despediu do Mundial com o saldo de uma vitória e um revés. Primeiro, ele venceu o israelense Ohad Moritz por waza-ari e yuko, mas, na segunda rodada, levou a pior nas punições contra o italiano Leonardo Valeriani, que mais tarde ficaria em sétimo lugar na categoria.
Enquanto isso, no feminino, o Brasil contou com duas atletas. Sarah Souza (-57kg), também estreante no Mundial Sênior, venceu duas lutas e foi eliminada nas oitavas. Ela começou bem, passando pela suíça Binta Ndiaye por ippon e pela colombiana Maria Villalba nas punições. Mas, a uma vitória das quartas, levou um ippon da georgiana Eteri Liparteliani, número um do mundo e campeã mundial em 2025.
Já Jéssica Lima (-57kg) venceu a primeira contra a mongol Sosorbaram Lkhagvasuren com dois waza-aris. Na segunda rodada, levou um yuko da belga Mina Libeer e se despediu da competição.
Nesta quarta-feira (07), quarto dia de disputas em Baku, o Brasil contará com Rafaela Silva (-63kg) e David Lima (-81kg) no tatame.
As preliminares começam às 3h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da Cazé TV. Já as disputas de medalhas terão início a partir das 11h, transmitidas pelo Sportv, Cazé TV e Time Brasil TV.
A Confederação Brasileira de Judô conta com o patrocínio do BNDES e com o apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil.