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06/09/2016 13:28:17
Geral

Convidado por jornal, Marcelo Contini experimenta disputa do Judô Paralímpico

Atleta da seleção brasileira na categoria médio foi convidado pela Folha de São Paulo a treinar com Harlley Pereira, judoca com deficiência visual.

Convidado por jornal, Marcelo Contini experimenta disputa do Judô Paralímpico

A modalidade parece a mesma. As regras também se assemelham. Pode se imaginar que detalhes separam o esporte olímpico do seu equivalente paraolímpico, mas a prática mostra que as diferenças são, sim, expressivas.

“Na realidade a luta se desenvolve mais na troca de pegadas do que no golpe em si”. A explicação do judoca Marcelo Contini, 27, cai por terra no primeiro contato com a modalidade paraolímpica.

O parajudô é praticado por deficientes visuais nos Jogos, como Harlley Pereira, 37, representante do Brasil no peso até 81 kg. Ao contrário das lutas convencionais, o judô para deficientes já começa com os atletas segurando um no quimono do outro. Ou seja, nada daquele muitas vezes interminável “estudo” de pegada, na qual os atletas tentam segurar, ou evitar, no quimono do rival.

Com uma venda nos olhos, o que mais atrapalhou Contini não foi a diferença de peso. “Quando você fecha os olhos, querendo ou não, você já perde o equilíbrio”, conta. Sem esse equilíbrio, o judoca não conseguia desenvolver sua luta. “Tive impressão que fiz só um golpe, e todo torto”, explica o judoca.

Acostumado a treinar com atletas que enxergam, Harlley conta que, com o desenrolar da luta, Contini começou a se ajustar melhor às dificuldades. “No começo foi fácil pra mim, mas depois ele começou a travar mais [o combate].”

O interessante vídeo desta experiência, bem como a reportagem original de Mariana Lajolo e Sandro Macedo, pode ser acessado em http://arte.folha.uol.com.br/esporte/2016/09/05/na-pele/

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