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21/03/2020 13:39:48
CBJ

Confederação Brasileira de Judô endossa posicionamento do COB em defesa do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Confederação Brasileira de Judô endossa posicionamento do COB em defesa do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

A CBJ está junto com o COB na defesa pelo adiamento dos Jogos Olímpicos e parabeniza o presidente Paulo Wanderley pela coragem e liderança. O mundo enfrenta um momento de agravamento da crise de saúde provocada pela pandemia de COVID-19 que exige responsabilidade e comprometimento de todos. 

O fechamento de clubes, academias e centros de treinamento por todo o Brasil, bem como a paralisação das competições internacionais e nacionais impossibilitam uma preparação adequada dos nossos judocas para a competição mais importante de suas vidas.  

O momento, portanto, é de prezarmos pelo bem-estar dos nossos atletas e cuidarmos da saúde mundial de forma coletiva para o melhor bem individual e universal, como prega um dos princípios do judô, o Jita Kyoei (solidariedade para prosperidade e benefícios mútuos). 

Leia abaixo a nota oficial do Comitê Olímpico do Brasil:

NOTA OFICIAL - COB defende adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio em um ano 

O Comitê Olímpico do Brasil defende a transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto. 

A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do COVID-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global. 

“Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992. 

O COB ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada. 

“O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completa Paulo Wanderley.

Desde o início da pandemia, o COB tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores do Comitê. Ha uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos e determinou na terça-feira o fechamento total do CT Time Brasil.

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