Comissão técnica tem palestra com psiquiatra esportivo
Ação fez parte do encontro entre profissionais da área de psicologia da seleção e dos clubes.
Em parceria com o Ministério do Esporte, a CBJ realizou também um encontro entre profissionais dos clubes e da seleção brasileira na área de psicologia. Além da discussão entre Adriana Lacerda e Luciana Castelo Branco, psicólogas da seleção; Alessandra Dutra, do Comitê Olímpico do Brasil; Camila Barros, do Minas Tênis Clube; Carla Ide e Silvia Andretta, do Pinheiros; e Nell Salgado, do Instituto Reação; o psiquiatra esportivo, Franklin Antônio Ribeiro, participou do encontro e fez também uma apresentação para todos os integrantes da comissão técnica da seleção.
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“Parece contraditório mas existem atletas com transtornos mentais. Muitos deles são remediados através do trabalho da psicologia, que tem se desenvolvido muito e dado resultados. Porém, algumas vezes é preciso de um auxílio químico e é aí que entra a psiquiatria esportiva”, explica Ribeiro. “Por ser uma área nova e desconhecida, num primeiro momento é algo amedrontador. Mas a psiquiatria esportiva é uma importante ferramenta auxiliar ao trabalho da psicologia esportiva”.
A abertura do encontro foi feita pelo gestor de Alto Rendimento da CBJ, Ney Wilson, que explicou os desafios e resultados do trabalho em conjunto entre seleção e clubes, ressaltando a importância dessa ação para o desempenho nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Na sequencia, Adriana e Luciana apresentaram o trabalho feito durante os Treinamentos e, de uma maneira bem mais pontual, nas competições.
"O trabalho de Preparação Psicológica precisa ser a médio e longo prazo e continuado. Nós realizamos os atendimentos durante todo o ano: presencial quando estamos em treinamentos, concentrações ou competições. E via skype ou em algumas situações por telefone quando estamos distantes. Por isso, no tempo em que não estamos com os atletas, é importante ter esse canal de comunicação aberto e o trabalho alinhado com os profissionais dos clubes”, disse Luciana Castelo Branco.
Na segunda etapa, foi a vez de as convidadas apresentarem o que desenvolvem em seu dia a dia com os atletas do judô. Alessandra Dutra explicou as ações realizadas pelo Grupo de Trabalho do COB. Já Camila Barros mostrou o seu trabalho com oito diferentes modalidades no clube. Carla Ide e Silvia Andretta explicaram a mudança da área dentro do clube e as ações mais focadas nas equipes de base. E Nell Salgado falou do trabalho como coach esportiva.
“A troca é importante para poder entender e saber as diferentes realidades. Mostrar o que é uma estrutura de um treinamento que precede uma competição, a troca interdisciplinar com as reuniões frequentes, discutir com várias áreas o mesmo atleta, ter respeito das outras áreas. Isso é o nosso diferencial”, disse Adriana Lacerda.
“Quando se tem várias áreas profissionais dentro de uma comissão técnica se tem uma comissão técnica multidisciplinar. Mas quando essas áreas conversam, se ouvem e trocam informações, essa comissão técnica passa a ser interdisciplinar. Esse deve ser o objetivo de todas as Confederações”, concluiu o psiquiatra esportivo, Franklin Ribeiro.