Com militares na equipe, Brasil pronto para a luta
Se participar dos Jogos Olímpicos é algo que exige uma operação de guerra, nada melhor do que contar com estratégia e disciplina militares. Treze dos 14 judocas da seleção olímpica do Brasil fazem parte das Forças Armadas, bem como quatro integrantes da Comissão Técnica: o auxiliar técnico Mario Sabino é soldado da Polícia Militar, o estrategista Leonardo Mataruna serve à Marinha, bem como a nutricionista Gisele Lemos. O fisioterapeuta Gláucio Paredes é sargento do Exército.
Entre os atletas, todos os integrantes da seleção masculina, à exceção de Bruno Mendonça, da Marinha, pertencem ao Exército: soldado Kitadai e os sargentos Cunha, Guilheiro, Camilo, Correa e Silva. No feminino, são seis as marinheiras: Sarah, Erika, Mariana, Maria, Mayra e Suellen.
"É uma troca muito benéfica para todos os envolvidos. O Exército incentiva e investe na participação dos atletas e comissão técnica em eventos", afirma Gláucio Paredes. "Em contrapartida, além do orgulho de ter militares defendendo as cores do Brasil em um evento tão importante, voltamos para o quartel com conhecimento a ser compartilhado com a equipe da Força", completa.
Durante a campanha de classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, a Confederação Brasileira de Judô teve as Forças Armadas como grande parceira no financiamento de viagens e cessão de local para treinamento para atletas no Rio de Janeiro. Nos Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio de Janeiro, o judô conquistou 12 medalhas (cinco ouros, quatro pratas e três bronzes).
Manoela Penna, de Sheffield