CBJ tem três representantes no Curso de Capacitação de Chefes de Equipe do COB
Treinamento que teve a primeira etapa encerrada na última semana foi focado nos Jogos Pan-americanos mas é aplicável a qualquer delegação em eventos internacionais. Curso organizado pelo COB terá sequência após Toronto, visando aos Jogos Olímpicos Rio 2016.
A Confederação Brasileira de Judô teve três representantes no Curso de Capacitação de Chefes de Equipe (CCCE), que teve o terceiro encerrado na última quarta-feira, dia 03 de junho, qualificando os gestores das Confederações Brasileiras Olímpicas para atuarem nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, que acontecem entre 10 e 26 de julho. O judô brasileiro foi representando por Ney Wilson, que será o chefe da delegação da modalidade no Canadá, pelo assistente técnico da Gestão de Alto Rendimento da CBJ, João Gabriel Pinheiro, e pelo gestor das Equipes de Base, Marcelo Theotônio. Além deles, outros 48 profissionais que irão compor o Time Brasil participaram do Curso na Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro. O objetivo foi discutir todos os detalhes da operação e logística da missão brasileira de Toronto 2015. O CCCE é uma iniciativa inédita do Instituto Olímpico Brasileiro (IOB), área de Educação do COB, e da Diretoria Executiva de Esportes da entidade.
“Os Chefes de Equipe são os nossos canais de comunicação com os atletas. Em uma missão grande como a de Jogos Pan-americanos, começamos a falar com eles com dois anos de antecedência. Passamos tudo o que está sendo planejado, como será toda a operação, principais riscos, procedimentos de viagem, de credenciamento, de inscrição esportiva, entre outras coisas. Com prazo, é possível fazer todos os ajustes necessários”, afirmou Gustavo Harada, gerente-geral de Jogos e Operações Internacionais do COB. “Esse fórum é muito importante para o COB. O melhor planejamento resulta na melhor operação. Estamos bem satisfeitos com os resultados dessa iniciativa. O trabalho com os chefes de equipe tem sido bom e a gente chega bem confiante aos Jogos Pan-americanos”, completou Harada.
Após Toronto 2015, as atenções se voltam para os Jogos Olímpicos Rio 2016, quando os gestores das Confederações Brasileiras Olímpicas terão a responsabilidade de chefiar suas equipes nos primeiros Jogos realizados na América do Sul. A ideia do COB é que os chefes de equipe de Toronto se repitam para o Rio 2016. Para isso, estão programados outros cinco encontros presenciais até novembro de 2016, quando se encerram as atividades do CCCE.
“Toronto é uma missão importante para o COB, mas nosso principal foco nesse ciclo olímpico são os Jogos Olímpicos Rio 2016. O Pan será também um grande teste para 2016. Vamos usá-lo para ver a performance dos atletas em um ambiente bem competitivo, onde conseguimos tirar informações importantes de como estão os nossos atletas, e testar pessoas, procedimentos e estratégias para aperfeiçoar para os Jogos Olímpicos Rio 2016”, explicou Gustavo Harada.
As metas do COB para Toronto são classificar mais atletas do que em Guadalajara 2011; ficar entre os três primeiros no quadro de medalhas e evoluir na preparação da delegação para os Jogos Rio 2016. Uma delas já foi alcançada. Com uma delegação de cerca de 600 atletas, este será o maior contingente enviado para um evento esportivo fora do país. A maior delegação brasileira em todas as edições de Jogos Pan-americanos participou do Rio 2007, com 660 atletas. Em Guadalajara 2011 foram 515. Atualmente o país já conta com 588 vagas garantidas na competição continental. Entre elas estão as 14 do judô. A delegação do judô contará com um total de 45 pessoas, entre atletas, atletas de apoio e integrantes da comissão técnica.
“Chefiar uma equipe em um evento internacional é sempre um grande desafio e envolve um planejamento muito extenso e detalhado. Essa é a chave do sucesso. Como tenho experiência na área, tendo chefiado as delegações do judô nos Jogos Olímpicos de Atenas, Pequim e Londres e nos Jogos Pan-americanos do Santo Domingo, Rio de Janeiro e de Guadalajara, acredito que o CCCE venha acrescentar na troca de informações. É uma interação muito válida em busca da excelência administrativa no esporte de alto rendimento”, disse Ney Wilson.
Fotos: Heitor Vilela/COB