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09/06/2015 11:26:08
CBJ

CBJ tem três representantes no Curso de Capacitação de Chefes de Equipe do COB

Treinamento que teve a primeira etapa encerrada na última semana foi focado nos Jogos Pan-americanos mas é aplicável a qualquer delegação em eventos internacionais. Curso organizado pelo COB terá sequência após Toronto, visando aos Jogos Olímpicos Rio 2016.

CBJ tem três representantes no Curso de Capacitação de Chefes de Equipe do COB

A Confederação Brasileira de Judô teve três representantes no Curso de Capacitação de Chefes de Equipe (CCCE), que teve o terceiro encerrado na última quarta-feira, dia 03 de junho,  qualificando os gestores das Confederações Brasileiras Olímpicas para atuarem nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, que acontecem entre 10 e 26 de julho. O judô brasileiro foi representando por Ney Wilson, que será o chefe da delegação da modalidade no Canadá, pelo assistente técnico da Gestão de Alto Rendimento da CBJ, João Gabriel Pinheiro, e pelo gestor das Equipes de Base, Marcelo Theotônio. Além deles, outros 48 profissionais que irão compor o Time Brasil participaram do Curso na Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro. O objetivo foi discutir todos os detalhes da operação e logística da missão brasileira de Toronto 2015. O CCCE é uma iniciativa inédita do Instituto Olímpico Brasileiro (IOB), área de Educação do COB, e da Diretoria Executiva de Esportes da entidade. 

“Os Chefes de Equipe são os nossos canais de comunicação com os atletas. Em uma missão grande como a de Jogos Pan-americanos, começamos a falar com eles com dois anos de antecedência. Passamos tudo o que está sendo planejado, como será toda a operação, principais riscos, procedimentos de viagem, de credenciamento, de inscrição esportiva, entre outras coisas. Com prazo, é possível fazer todos os ajustes necessários”, afirmou Gustavo Harada, gerente-geral de Jogos e Operações Internacionais do COB. “Esse fórum é muito importante para o COB. O melhor planejamento resulta na melhor operação. Estamos bem satisfeitos com os resultados dessa iniciativa. O trabalho com os chefes de equipe tem sido bom e a gente chega bem confiante aos Jogos Pan-americanos”, completou Harada.

Após Toronto 2015, as atenções se voltam para os Jogos Olímpicos Rio 2016, quando os gestores das Confederações Brasileiras Olímpicas terão a responsabilidade de chefiar suas equipes nos primeiros Jogos realizados na América do Sul. A ideia do COB é que os chefes de equipe de Toronto se repitam para o Rio 2016. Para isso, estão programados outros cinco encontros presenciais até novembro de 2016, quando se encerram as atividades do CCCE. 

“Toronto é uma missão importante para o COB, mas nosso principal foco nesse ciclo olímpico são os Jogos Olímpicos Rio 2016. O Pan será também um grande teste para 2016. Vamos usá-lo para ver a performance dos atletas em um ambiente bem competitivo, onde conseguimos tirar informações importantes de como estão os nossos atletas, e testar pessoas, procedimentos e estratégias para aperfeiçoar para os Jogos Olímpicos Rio 2016”, explicou Gustavo Harada.

As metas do COB para Toronto são classificar mais atletas do que em Guadalajara 2011; ficar entre os três primeiros no quadro de medalhas e evoluir na preparação da delegação para os Jogos Rio 2016. Uma delas já foi alcançada. Com uma delegação de cerca de 600 atletas, este será o maior contingente enviado para um evento esportivo fora do país. A maior delegação brasileira em todas as edições de Jogos Pan-americanos participou do Rio 2007, com 660 atletas. Em Guadalajara 2011 foram 515. Atualmente o país já conta com 588 vagas garantidas na competição continental. Entre elas estão as 14 do judô. A delegação do judô contará com um total de 45 pessoas, entre atletas, atletas de apoio e integrantes da comissão técnica.

“Chefiar uma equipe em um evento internacional é sempre um grande desafio e envolve um planejamento muito extenso e detalhado. Essa é a chave do sucesso. Como tenho experiência na área, tendo chefiado as delegações do judô nos Jogos Olímpicos de Atenas, Pequim e Londres e nos Jogos Pan-americanos do Santo Domingo, Rio de Janeiro e de Guadalajara, acredito que o CCCE venha acrescentar na troca de informações. É uma interação muito válida em busca da excelência administrativa no esporte de alto rendimento”, disse Ney Wilson.

Fotos: Heitor Vilela/COB 

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