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15/05/2012 00:00:00
Seleção Brasileira - Principal

CBJ estreita trabalho com comissão técnica pessoal dos atletas

CBJ estreita trabalho com comissão técnica pessoal dos atletas

Em busca do Olimpo, cada detalhe é importante. Para chegar às medalhas nos Jogos de Londres, em agosto, a Confederação Brasileira de Judô está trabalhando não a quatro, mas a muitas mãos na preparação de cada um dos 14 judocas da seleção brasileira. Além de conversas constantes por telefone e email com técnicos e integrantes da comissão técnica multidisciplinar pessoal dos atletas (como nutricionistas, preparadores físicos e psicólogos), a CBJ buscou aproximar fisicamente também esses profissionais, para que eles vissem de perto o dia a dia da seleção e pudessem trabalhar com ainda mais conhecimento e precisão.

Dois dos primeiros convidados a “vestir a camisa azul” da comissão técnica da seleção brasileira de judô por alguns dias foram Wagner Zaccani, preparador físico de Felipe Kitadai, Maria Portela e Mayra Aguiar, na Sogipa, e Luciana Castelo Branco, psicóloga de Sarah Menezes no Piauí. Ambos acompanharam semanas de treino da equipe feminina no Rio de Janeiro, há alguns meses.

“Agora o que vale é o detalhe. Tudo o que pudermos fazer para agregar na preparação dos atletas para Londres fará diferença. Compartilhar informação é chave para o sucesso do trabalho, que não pode ser interrompido ou alterado quando o atleta passa do clube para a seleção e vice-versa”, explica o coordenador técnico da CBJ, Ney Wilson.

Formada em Psicologia com mestrado em Esporte pela Faculdade de Medicina de Córdoba, Luciana Castelo Branco teve em Sarah Menezes sua tese de conclusão do curso. O título do trabalho foi “Efeito do Treinamento Psicológico no Atleta de Judô de Alto Rendimento”.

“A Sarah passa para todos uma imagem de ser fria. Mas ela não é assim, na verdade, ela é introspectiva. Essa característica a ajuda a se manter concentrada nas lutas, e a se abalar menos com a pressão”, diz Luciana. “Esse período junto ao treino da seleção é muito importante. Os atletas se comportam de formas diferentes em treinamentos e competições. Além disso, posso observar melhor Sarah em relação à equipe e aos técnicos, como é seu relacionamento e interação. O objetivo é fazer um trabalho complementar ao que os psicólogos da CBJ fazem”, diz ela, referindo-se aos profissionais Adriana Lacerda e Erick Conde.

Sarah concorda.

“O dia-a-dia aqui é diferente do Piauí e ter a Luciana com essas vivências é ótimo”, afirma a judoca, dona de duas medalhas em mundial sênior e que vai para Londres como cabeça de chave número dois.

Acompanhando a preparação física dos atletas gaúchos, Wagner Zaccani também aproveitou ao máximo da convivência na seleção.

“A troca de informação agrega bastante no trabalho de todos”, sentencia. “Ver a realidade da seleção, acompanhar o que é feito por outros países – como é o caso da Alemanha, que veio treinar com as meninas -... tudo isso é chave para um trabalho de sucesso. Levo pro clube uma bagagem grande com esse conhecimento”, afirma Wagner.

“Contar com a presença de alguém que trabalha comigo no dia a dia é muito bom. Wagner conhece meu limite e me cobra para superá-lo. Sozinha as coisas são diferentes. Com certeza ações como essa da CBJ fazem diferença”, acredita Maria Portela.

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