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28/08/2026 13:19:00
CBJ

CBJ defende esporte como aliado da segurança pública e alerta para possível perda de R$ 2 bilhões a cada ciclo olímpico

Texto em análise no Senado pode retirar R$ 500 milhões por ano do setor; Confederação defende segurança pública fortalecida sem enfraquecer o esporte.

CBJ defende esporte como aliado da segurança pública e alerta para possível perda de R$ 2 bilhões a cada ciclo olímpico

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) manifesta preocupação com os impactos da Proposta de Emenda à Constituição 18/2025, a PEC da Segurança Pública, sobre o financiamento do esporte brasileiro. A matéria tramita no Senado após ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados.


O texto altera a distribuição dos recursos provenientes das apostas de quota fixa, as bets, ampliando a parcela destinada à segurança pública e reduzindo valores hoje direcionados ao esporte e a outras áreas sociais. Segundo estimativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB), a mudança pode retirar cerca de R$ 500 milhões por ano do esporte brasileiro.


Se aprovada, a PEC poderá retirar R$ 2 bilhões do esporte brasileiro ao longo de cada ciclo olímpico


A CBJ reconhece a necessidade de fortalecer o combate à criminalidade, mas considera que segurança pública e esporte não podem ser tratados como prioridades concorrentes.


“Investir no esporte é investir na segurança, na educação e, principalmente, na saúde. Retirar recursos do esporte significa enfraquecer uma das políticas públicas mais efetivas de prevenção e desenvolvimento social”, afirma Paulo Wanderley Teixeira, presidente da CBJ.


No judô, os investimentos sustentam projetos de formação, competições, preparação de atletas e ações que alcançam crianças e jovens em diferentes regiões do país. Além do desenvolvimento esportivo, a modalidade transmite valores como disciplina, respeito, convivência e responsabilidade.



Paulo Wanderley, presidente da CBJ 

Presidente do COB entre 2017 e janeiro de 2025, Paulo Wanderley acompanhou diretamente o planejamento e o financiamento das modalidades olímpicas brasileiras. Para ele, o impacto da proposta ultrapassa o alto rendimento e alcança toda a cadeia esportiva.


“Não se trata de escolher entre esporte e segurança. O esporte é parte da solução. Precisamos encontrar alternativas que fortaleçam a segurança pública sem comprometer um instrumento que previne a violência, transforma vidas e oferece oportunidades”, completa.


A CBJ se soma às entidades que pedem a preservação dos recursos do esporte e defende que o Congresso Nacional encontre outras fontes para ampliar o financiamento da segurança pública.

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