Caçulas da seleção
Com apenas 21 anos, Eleudis Valentim e Rafaela Silva tem postura de gente grande e querem medalha no Mundial
Muitos jovens de 21 anos ainda estão descobrindo o que querem fazer na vida e vivem um momento de expectativa em relação ao futuro. Nos casos de Eleudis Valentim e Rafaela Silva, as caçulas da seleção, também estão ansiosas quanto ao porvir, mas é um futuro bem próximo. Elas são as caçulas da seleção brasileira que está se preparando para o Mundial na Escola de Educação Física (Esefex) na Urca, zona sul do Rio de Janeiro e sabem muito bem o que querem: medalhas na competição mais importante do ano.
“Apesar de ser a mais nova, não me sinto pressionada por estar num grupo com medalhistas em Jogos Olímpicos e Mundiais. É totalmente o contrário. Por estar chegando agora, eu encaro como um grande aprendizado. Por outro lado, por estar no meio de tanta gente boa, penso que tenho possibilidades reais de conquistar uma medalha”, disse Eleudis, uma semana mais nova que Rafaela Silva.
“Eu me sinto bem tranquila, a idade não pesa mais. Já lutei três mundiais sênior e o primeiro foi quando eu tinha só 17 anos. Aquele serviu muito de aprendizado e procurei aprender bastante com as derrotas de lá para cá. Lutar o Mundial em casa, na minha cidade, com a torcida gritando, a família incentivando, você tira uma força que não é sua para buscar uma vitória e o pódio”, disse Rafaela.
Sendo tão novas ainda, a possibilidade de treinarem com ídolos é bastante grande. É o caso de Eleudis que admira o trabalho do campeão mundial e duas vezes medalhista olímpico Tiago Camilo, cortado às vésperas do Mundial por conta de uma lesão no ombro.
“Eu me espelho no Tiago Camilo que foi quem fez meus olhos brilharem numa competição de judô. Apesar de acompanhado muito a Sarah por ter sido sparring dela em 2012, eu gosto muito da Sarah, eu me espelho muito no Tiago”, Eleudis Valentim.
Entre os homens, o mais jovem é Victor Penalber, atual líder do ranking na categoria meio médio, com 23 anos.